Parauapebas: pesquisa aponta cepa amazonense em 100% das amostras analisadas pela UFMG


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A última crise no Amazonas, provocada pela pandemia da covid-19 pela cepa amazonense resultou em números recordes de mortes, falta de oxigênio, caixões e até insumos hospitalares no estado

Após a divulgação oficial de que a cepa brasileira ou amazonense, como é mais conhecida, circula em Parauapebas, a diretora da Vigilância Sanitária, Michele Ferreira, revelou que das 20 amostras coletadas em pacientes com a Covid-19 no município e enviadas à Minas Gerais para análise genética, todas atestaram positivo para a mutação variante P.1.

O estudo específico foi encomendado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e realizado pelo laboratório de genética do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Lá foram mapeadas as amostras coletadas em 20 pacientes aleatórios que fizeram exames de PCR nas Unidades Básicas de Saúde e hospitais particulares do município, dedicadas para atender casos suspeitos de síndromes respiratórias.

“As medidas precisam ser reforçadas e serem habituais no dia a dia, porque dificilmente ele [vírus] vai embora da ‘noite para o dia’. Temos que manter os cuidados com as nossas famílias e nós mesmos”, orientou Michele sobre a rotina de cuidados sanitários, como evitar frequentar lugares com aglomeração sem necessidade, usar máscara, manter o distanciamento social e as mãos higienizadas. A prevenção fará com que o vírus não se propague ainda mais.

Embora este cenário seja bastante preocupante, há outra ameaça de mutação da Sars-Cov-2 que preocupa ainda mais o país: a cepa indiana, considerada preocupante a nível global pela Organização Mundial de Saúde (OMS), por sua taxa de transmissão ser maior. Ela já chama atenção de especialistas que apontam que esta mutação pode provocar uma terceira onda mais violenta de casos no Brasil.

Casos confirmados da covid-19 pela cepa indiana no vizinho Maranhão, também deixaram o município em alerta. Devido às atividades minerárias, o trânsito de pessoas em Parauapebas é intenso por receber pessoas de diversos lugares do país e mundo, por vias aérea, rodoviária e ferroviária. Por esta razão, a Vale tomou a dianteira em suspender as viagens do Trem de Passageiros pela Estrada de Ferro Carajás, que é de sua responsabilidade, a pedido do Governo do Pará.

Sobre a cepa indiana, Michele afirmou que a Semsa solicitará o mesmo estudo que identificou a presença da P.1 para identificar se há presença da B.1.617, encontrada originalmente na Índia, em Parauapebas.

Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), são quatro cepas classificadas como “preocupação global”, são elas: a britânica (B.1.1.7), a sul-africana (B.1.351), a brasileira (P.1) e indiana (B.1.617).

Diante do cenário e os indicadores, o município tomará as decisões cabíveis com estratégias para conter a contaminação.

Sobre a mutação variante P.1

A cepa P.1 é umas das linhagens do Sars-CoV-2 mais preocupantes do país e sinalizadas como de “Preocupação Global” pela Organização Mundial de Saúde (OMS)

A cepa amazonense, que surgiu em novembro de 2020 e só foi identificada em janeiro desse ano, se tornou umas das linhagens do Sars-CoV-2 mais preocupantes do país e sinalizadas como de “Preocupação Global” pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo os estudos, a variante é mais transmissível e consegue contaminar novamente pessoas que já tiveram a doença, porque essa linhagem pode driblar o sistema imune e causar uma nova infecção.

Entre janeiro e março deste ano, o Amazonas viveu uma crise sanitária que resultou em um alto número de casos e mortes diárias pelo vírus. O estado ainda sofreu com falta de oxigênio e insumos hospitalares. A crise impactou as fronteiras do Pará entre os dois estados, o que levou o governador Helder Barbalho mudar o bandeiramento e decretar lockdown na região do Baixo Amazonas e Calha Norte para tentar isolar ou reduzir o nível de transmissão. Mesmo com a medida, a região sofreu os efeitos e houve altos índices de contaminação.

Em Parauapebas, a Prefeitura alertou sobre a necessidade de redobrar os cuidados, visto que essa variante tem maior poder de contágio e pediu que a população evite frequentar lugares com aglomeração sem necessidade, usar máscara e manter o distanciamento social e as mãos limpas.

Veja as análises na íntegra.  e

 

 

 

 


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