4,4 mi de pessoas não tomaram a segunda dose contra covid-19 dentro do prazo


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O número representa 8,6% da marca de 50,9 milhões de brasileiros já vacinados com a primeira dose de uma vacina contra o novo coronavírus — 24% da população do país

4,4 milhões de pessoas deixaram de tomar a segunda dose das vacinas contra a covid-19 no prazo recomendado pelo Ministério da Saúde, segundo nota da pasta. O número representa 8,6% da marca de 50,9 milhões de brasileiros já vacinados com a primeira dose de uma vacina contra o novo coronavírus — 24% da população do país —, segundo dados compilados ontem pelo consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte.

Ainda conforme os dados do consórcio, 23,3 milhões de brasileiros já completaram a imunização ao receberem a segunda dose de um imunizante contra o novo coronavírus. O número representa 11% da população brasileira. Se as pessoas que atrasaram o recebimento da segunda dose tivessem cumprido o prazo estabelecido para recebê-la, o percentual seria de 13,1%.

O Brasil utiliza três vacinas contra a covid-19: a CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac; a da farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca; e a da norte-americana Pfizer. A primeira está sendo aplicada com um intervalo entre doses de três semanas, e as duas restantes, de três meses.

Caso em São Paulo, reflexo nacional Na cidade de São Paulo, até o último domingo (6), cerca de 100 mil pessoas ainda estavam em dívida com a segunda dose, muitas devido a dificuldades de locomoção. O número era ainda maior: em 31 de março, no início da semana passada, o índice chegava a 197 mil pessoas. A Prefeitura de São Paulo e o governo do estado conseguiram diminuir a lista de faltosos através de uma “busca ativa”.

Na semana passada, profissionais de saúde, através de ligações, começaram a entrar em contato com a pessoa que ainda não havia recebido a segunda dose ou com algum familiar para entender o motivo do atraso na aplicação. Com os contatos, se descobriu que o perfil dos atrasados era, em grande maioria, de pessoas que possuíam problemas de locomoção. Com isso, profissionais de saúde passaram a ir até à casa delas, o que diminuiu a fila.

Uol Notícias


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