Carnavalesca Maria Augusta morre aos 83 anos


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Carnavalesca Maria Augusta morre aos 83 anos

Carnavalesca Maria Augusta Rodrigues – Antonio Scorza

Carnavalesca Maria Augusta morre aos 83 anos no Rio

A carnavalesca Maria Augusta Rodrigues faleceu nesta sexta-feira (11), aos 83 anos, no Rio de Janeiro. Ela estava internada no CTI do Hospital São Lucas, em Copacabana, enfrentando complicações provocadas por um câncer na bexiga. O hospital informou, por meio de nota, que a causa da morte foi falência múltipla dos órgãos.

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Considerada uma das figuras mais respeitadas do Carnaval carioca, Maria Augusta era presença constante nas quadras das escolas de samba. Acompanhava cada detalhe com o olhar afiado de quem viveu o desfile não só como arte, mas também como missão de vida.

Uma trajetória marcada por inovações e afeto

Natural de São João da Barra, interior do estado, Maria Augusta começou no samba no fim dos anos 60, no Império da Tijuca. Em 1969, estreou com força no Salgueiro e já levantou o troféu com o enredo “Bahia de Todos os Deuses”, ao lado de mestres como Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues.

Voltaria a brilhar na mesma escola em 1971 e 1974, ano em que colaborou com Joãosinho Trinta. O estilo leve e envolvente da carnavalesca se consolidaria na União da Ilha com desfiles históricos como “Domingo” e “O Amanhã”. A forma como ela contava histórias no Sambódromo conquistava o público e os jurados.

Nos anos 80 e 90, passou por Paraíso do Tuiuti, Tradição e encerrou a carreira como carnavalesca na Beija-Flor, em 1993, no lugar de Joãosinho. Apesar de tantas escolas no currículo, sempre manteve vínculos afetivos com o Salgueiro e o Império Serrano, onde foi até madrinha de bateria.

Professora, comentarista e símbolo do samba

Fora da avenida, a carnavalesca Maria Augusta também teve papel de destaque como comentarista em grandes emissoras como Globo, Manchete, Band e CNT. Além disso, lecionou na Escola de Belas Artes da UFRJ e formou talentos que marcaram época, como Marcia Lage.

Participou como jurada do Estandarte de Ouro e se tornou referência cultural entre artistas, pesquisadores e até estrangeiros interessados no Carnaval brasileiro. Em 2004, virou enredo da escola Arranco e, em 2025, foi homenageada pela mirim Aprendizes do Salgueiro. Teve ainda parte de sua obra exposta no Sesc Madureira, em 2023.

Solteira e sem filhos, a carnavalesca deixa um legado imensurável, marcado por ousadia, beleza e brasilidade. A carnavalesca Maria Augusta foi mais que artista, foi revolução.

Homenagens emocionadas tomam conta das redes sociais

Após a divulgação da notícia, o mundo do samba reagiu com grande emoção. O Salgueiro publicou um extenso e comovente texto em suas redes, destacando a genialidade e a importância histórica da artista. Segundo a escola, ela foi a última representante viva de uma geração que transformou o desfile em espetáculo de arte, identidade e resistência.

O texto ainda lembrou a recente homenagem feita pela escola mirim Aprendizes do Salgueiro, da qual Maria Augusta participou ativamente. Ela sorriu, chorou e desfilou com os pequenos sambistas como se estivesse em casa. E, de certo modo, estava.

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