Alerta Médico: Suplementação de Vitamina D Exige Cuidado e Orientação Profissional
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No Brasil, com seu clima predominantemente ensolarado, muitos podem acreditar que a deficiência de vitamina D não é uma preocupação. Contudo, essa percepção nem sempre corresponde à realidade. Uma médica especialista em nutrição e metabolismo recentemente emitiu um alerta importante sobre o uso indiscriminado de suplementos de vitamina D, destacando que a automedicação e doses inadequadas podem trazer sérios riscos à saúde.
Apesar da facilidade de acesso à luz solar, fatores como o uso constante de protetor solar, estilos de vida com pouca exposição ao ar livre, vestimentas, poluição e até mesmo a pigmentação da pele podem interferir na síntese natural da vitamina D. Isso faz com que a deficiência seja mais comum do que se imagina, mesmo em regiões tropicais.
Porém, a solução não é simplesmente recorrer a suplementos sem acompanhamento. A médica enfatiza a importância de uma avaliação profissional antes de iniciar qualquer tipo de suplementação, pois o excesso pode ser tão prejudicial quanto a falta.
A Essencialidade da Vitamina D para o Organismo
Conhecida como a 'vitamina do sol', a vitamina D desempenha um papel crucial em diversas funções corporais. Sua ação mais conhecida está ligada à saúde óssea, auxiliando na absorção de cálcio e fósforo no intestino, minerais fundamentais para a formação e manutenção de ossos e dentes fortes.
Além disso, a vitamina D é vital para o sistema imunológico, contribuindo para a defesa do corpo contra infecções. Pesquisas também sugerem sua influência na saúde cardiovascular, no controle da pressão arterial e na prevenção de certas doenças crônicas, como diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer.
Sua importância se estende ainda ao funcionamento muscular, à saúde cerebral e até mesmo ao humor, indicando um impacto sistêmico em nosso bem-estar.
Fontes e Necessidades Diárias
A principal fonte de vitamina D para os humanos é a exposição solar, onde a pele sintetiza a vitamina a partir da radiação UVB. A recomendação geral é de 10 a 15 minutos de exposição diária, sem protetor solar, nos horários de menor intensidade (antes das 10h e após as 16h), com braços e pernas expostos.
Alimentos como peixes gordurosos (salmão, atum, sardinha), gema de ovo, fígado e cogumelos também contêm pequenas quantidades de vitamina D. Leite, cereais e sucos, por vezes, são fortificados para auxiliar na ingestão, mas dificilmente suprem a demanda total apenas pela dieta.
Deficiência: Um Problema Oculto
Apesar da crença popular, a deficiência de vitamina D é uma realidade preocupante. Grupos como idosos, pessoas com pele escura, indivíduos obesos, portadores de certas doenças intestinais (que afetam a absorção) e aqueles que vivem em locais com pouca exposição solar são mais vulneráveis.
Os sintomas da deficiência podem ser sutis e inespecíficos, dificultando o diagnóstico. Eles incluem fadiga crônica, dores musculares e ósseas, fraqueza, diminuição da imunidade e até alterações de humor. Em crianças, a deficiência pode levar ao raquitismo, e em adultos, à osteomalácia (enfraquecimento dos ossos).
O Alerta da Médica: Os Riscos do Excesso de Suplementação
O ponto central do alerta da médica é o perigo da automedicação com doses elevadas de vitamina D. A ideia de que 'quanto mais, melhor' não se aplica a este nutriente. O excesso de vitamina D, conhecido como hipervitaminose D ou toxicidade por vitamina D, pode ser extremamente prejudicial.
A hipervitaminose D ocorre quando os níveis da vitamina se elevam a patamar tóxico no organismo, geralmente resultado da ingestão de suplementos em dosagens muito altas por tempo prolongado, sem acompanhamento profissional. Diferente da exposição solar, que dificilmente causa toxicidade, a suplementação descontrolada é a principal causa.
Sinais e Consequências da Toxicidade
Os sintomas do excesso de vitamina D são alarmantes e surgem devido ao aumento excessivo dos níveis de cálcio no sangue (hipercalcemia). Eles incluem náuseas, vômitos, perda de apetite, sede excessiva, micção frequente, fraqueza muscular, fadiga e constipação.
Em casos mais graves, a hipercalcemia pode levar a sérias complicações renais, como a formação de cálculos e até mesmo insuficiência renal. Há também o risco de calcificação de tecidos moles, como artérias e coração, comprometendo a função desses órgãos e aumentando o risco cardiovascular. A desorientação e problemas neurológicos também podem ser observados.
A Importância Crucial da Orientação Profissional
Diante dos riscos, a recomendação unânime dos profissionais de saúde é clara: a suplementação de vitamina D deve ser feita apenas sob orientação e supervisão médica. Um profissional poderá solicitar exames de sangue para verificar os níveis de 25-hidroxivitamina D, que é o indicador mais preciso do status da vitamina no corpo.
Com base nos resultados e na avaliação clínica individual, incluindo histórico de saúde e estilo de vida, o médico poderá determinar se há real necessidade de suplementação e qual a dosagem e duração adequadas do tratamento. A dosagem correta é fundamental para evitar tanto a deficiência quanto o excesso.
A auto prescrição de suplementos, muitas vezes baseada em informações não verificadas ou 'dicas' de terceiros, é uma prática perigosa que pode comprometer seriamente a saúde. Consultar um especialista é o primeiro e mais importante passo para um uso seguro e eficaz da vitamina D.
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Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br


