AM: Operação prende agentes públicos suspeitos de colaborar com facção criminosa


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A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, nesta sexta-feira (20), uma operação que resultou na prisão preventiva de ao menos 13 pessoas. Os detidos são suspeitos de integrar um esquema de tráfico de drogas montado pela facção criminosa Comando Vermelho (CV).

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O diferencial da ação é o envolvimento de ocupantes de cargos públicos. A investigação aponta para a participação de servidores dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no esquema ilegal.

Batizada de “Erga Omnes”, a operação revelou que os suspeitos movimentaram cerca de R$ 70 milhões desde 2018. Para dar aspecto legal ao dinheiro ilícito, o grupo utilizava empresas de fachada, em um sofisticado esquema de lavagem de capitais.

Servidores entre os Alvos da Investigação

Entre os alvos da ação policial está Anabela Cardoso Freitas, investigadora da Polícia Civil. Ela estava cedida à Casa Civil municipal, onde exercia o cargo de assessora técnica. Veículos de imprensa amazonenses reportam que Anabela já chefiou o gabinete do prefeito David Almeida, que não é alvo da operação.

A Prefeitura de Manaus, questionada sobre o caso, limitou-se a informar que não é alvo da operação e que a administração mantém compromisso com a legalidade e a transparência. A nota afirma que qualquer servidor investigado responderá individualmente por seus atos, sem prejuízo ao funcionamento da máquina pública.

Outro nome de destaque na lista de detidos é Izaldir Moreno Barros, auxiliar judiciário do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM). O Tribunal, em nota, confirmou que está adotando as medidas cabíveis no âmbito administrativo, sem citar nomes.

O TJ-AM reafirmou seu compromisso com a legalidade e a integridade do Poder Judiciário, assegurando que não compactua com condutas incompatíveis com os deveres funcionais de seus membros e servidores.

A reportagem do Portal F5 tenta contato com as defesas de Anabela Cardoso Freitas e Izaldir Moreno Barros, mantendo espaço aberto para seus posicionamentos.

Estrutura e Alcance da Organização Criminosa

O delegado Marcelo Martins, titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), concedeu uma coletiva de imprensa em Manaus. Ele destacou que o trabalho foi pautado exclusivamente em provas nos autos, fundamentando os pedidos de prisão preventiva.

Os suspeitos são investigados por uma série de crimes graves. Entre eles estão formação de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, além de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

A atuação do grupo não se restringia ao Amazonas. A operação contou com apoio de forças de segurança em outros seis estados: Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Piauí. Nesses locais, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão.

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As investigações, que duraram meses, revelaram a colaboração de integrantes dos três Poderes estaduais com os traficantes. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) foram cruciais para identificar transações de alto valor envolvendo servidores públicos.

Apoio Logístico e Informações Sigilosas

A Polícia Civil informou, por meio de nota, que a colaboração dos agentes públicos se dava de diversas formas. Isso incluía suporte logístico, facilitação do acesso à administração pública e o fornecimento de informações sigilosas à facção.

Essa participação, segundo a corporação, 'facilitava o trânsito da organização criminosa por diferentes instituições públicas', garantindo a impunidade e a continuidade das atividades ilegais.

O Esquema de Lavagem de Dinheiro

As empresas de logística constituídas pelo grupo eram usadas para fins ilícitos. Elas simulavam atividades lícitas para distribuir drogas por todo o território nacional. A aquisição das drogas ocorria em Tabatinga, no Amazonas.

Os valores resultantes do tráfico eram transacionados por meio de empresas fantasmas, estabelecidas no Amazonas e no Pará. Esse dinheiro, após a lavagem, era então distribuído em outros estados do Brasil.

Durante as investigações, ficou claro que as empresas não tinham movimentações financeiras compatíveis com suas atividades declaradas. 'Elas não compravam insumos, não negociavam com outras empresas do ramo. Suas únicas transações financeiras eram com traficantes e servidores públicos', detalhou o delegado Marcelo Martins.

Igrejas Usadas para Ocultar Crime

A ousadia do grupo criminoso chegava ao ponto de utilizar até mesmo igrejas evangélicas para dificultar sua identificação e esconder as atividades ilegais.

Segundo a Polícia Civil, um dos líderes da organização, cuja identidade não foi confirmada pela reportagem, se apresentava como evangélico. Ele atuava em uma igreja localizada no bairro Zumbi dos Palmares, na zona leste de Manaus, utilizando o local como fachada para as operações.

A operação Erga Omnes segue em curso, com novas informações podendo surgir à medida que os desdobramentos avançam e os detalhes das investigações são aprofundados pelas autoridades.

Acompanhe atualizações no Portal F5.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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