Bandeirinha: Renda extra em eleições de Belém chega a R$100
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Em Belém, jovens, adultos e idosos encontram nas eleições uma forma de gerar renda extra. Atuando como “bandeirinhas” nas avenidas da cidade, esses trabalhadores divulgam candidatos em troca de diárias que variam entre R$ 50 e R$ 100. A atividade temporária é crucial para complementar o orçamento familiar durante o período eleitoral.
Como funciona o trabalho de "bandeirinha"
O trabalho de “bandeirinha” em Belém inicia cedo, por volta das 7h, e se estende até o fim da tarde. As principais avenidas, como a Pedro Miranda na Pedreira, tornam-se pontos de concentração para a divulgação de candidatos.
Os trabalhadores carregam bandeiras, distribuem santinhos e abordam eleitores em pontos de grande circulação. A jornada exige disposição, muitas vezes sob o forte sol da capital paraense.
Para muitos, essa atividade temporária é a única fonte de renda ou uma importante complementação do orçamento. Pessoas desempregadas ou em busca de horários flexíveis encontram uma oportunidade.
Regulamentação e os desafios diários
A Justiça Eleitoral regulamenta a contratação de pessoal para campanhas, definindo regras e limites claros. Isso garante a conformidade legal da atividade dos “bandeirinhas” durante o pleito.
Além da exposição ao calor e longas horas, os “bandeirinhas” enfrentam a reação dos eleitores. Eles precisam lidar com recusas e até com material de campanha rasgado.
Apesar das situações negativas, muitos trabalhadores persistem na atividade. A necessidade de garantir a renda durante o período eleitoral é o principal motor de sua dedicação.
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