Caso Isabelle: Áudios revelam ameaças; namorado preso em Fortaleza
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Áudios da estudante de Direito Isabelle Caracristi, 22, revelados pelo Fantástico, expõem ameaças e controle do namorado João Munhoz Neto, 34. A jovem morreu em 13 de setembro, em Fortaleza (CE), após cair de um prédio de mais de 70 metros. João está preso preventivamente desde 22 de setembro, enquanto a Polícia Civil investiga violência psicológica e induzimento ao suicídio no contexto de sua morte.
Mensagens Detalham Abuso e Controle
Material divulgado pela TV Globo mostra Isabelle desabafando com familiares e amigas pouco antes de sua morte. Ela relatou situações graves e ameaças diretas vindas do namorado, afirmando não suportar mais a situação.
Em uma gravação enviada ao primo, a estudante afirmou que ‘estão acontecendo coisas sérias’. Ela também pediu apoio para sua mãe, mas não visualizou a resposta do familiar.
Isabelle descreveu controle sobre sua rotina. Ela tinha dificuldades para sair sozinha, publicar fotos ou realizar atividades sem a presença de João, que chegava a impedi-la de deixar o prédio.
Investigação Inclui Conflitos Financeiros
A polícia também analisa mensagens do casal trocadas no dia da morte de Isabelle. Em uma delas, João cobrava R$ 13,5 mil da estudante, mencionando a necessidade de receber o dinheiro da mãe dela.
A advogada da família, Patrícia Viana, confirmou a existência de um empréstimo. Familiares acreditam que o comportamento do namorado mudou após essa movimentação financeira.
João, em depoimento, alegou ter emprestado pouco mais de R$ 14 mil à estudante. Ele negou ameaças e agressões, justificando que a cobrança se tornou firme após o vencimento do prazo combinado.
Perícia Aponta Queda Voluntária, Mas Caso Segue Aberto
A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) realizou a reconstituição em 23 de setembro. O laudo indicou que Isabelle caiu voluntariamente da cobertura, localizada no 23º andar do edifício no bairro Aldeota.
Os exames não identificaram lesões de defesa ou sinais de luta corporal. O laudo cadavérico apontou politraumatismo como causa da morte.
A investigação criminal, contudo, permanece aberta. A Polícia Civil procura determinar se a estudante sofreu pressões, ameaças ou violência psicológica que contribuíram para o desfecho trágico.
Desdobramentos e Próximos Passos
João Munhoz Neto está preso preventivamente desde 22 de setembro. A defesa nega as acusações de ameaças e violência psicológica, buscando sua soltura via habeas corpus submetido à análise judicial.
A Polícia Civil do Ceará continua analisando centenas de vídeos e milhares de mensagens. O objetivo é esclarecer os acontecimentos que antecederam a morte da estudante Isabelle Caracristi.
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