CEPLAC Completa 69 Anos e Liderança do Cacau Paraense é Celebrada na Alepa
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A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), uma das mais relevantes entidades de pesquisa e apoio à agricultura brasileira, celebrou recentemente seus 69 anos de fundação. A data foi marcada por uma sessão solene na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), prestando homenagem à instituição e à sua fundamental contribuição para o setor cacaueiro.
O evento, realizado no auditório João Batista, destacou a trajetória da CEPLAC. A sessão especial ocorreu nesta segunda-feira, 4 de maio, com o objetivo de reconhecer o trabalho de pesquisadores, técnicos, extensionistas, dirigentes e produtores de cacau que atuam no estado do Pará.
Reconhecimento e Impacto no Setor Cacaueiro
A iniciativa da homenagem partiu do deputado estadual <b>Eraldo Pimenta</b>. O parlamentar ressaltou a importância da CEPLAC ao longo de quase sete décadas, consolidando-se como um pilar para o desenvolvimento da cadeia produtiva do cacau na região.
“Nestas quase sete décadas, a CEPLAC tem desempenhado um papel crucial no fortalecimento da cadeia produtiva do cacau, impulsionando a agricultura familiar, promovendo a pesquisa e inovação, e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida de milhares de trabalhadores rurais”, afirmou o deputado.
A atuação da CEPLAC tem sido decisiva para que o Pará se posicionasse entre os principais estados produtores de cacau no Brasil. A instituição fomenta práticas agrícolas sustentáveis e o avanço tecnológico, elementos cruciais para a competitividade do produto paraense.
Pará: Destaque Nacional na Produção
A lavoura cacaueira paraense ocupa hoje uma posição de liderança tanto em volume de produção quanto em área cultivada. Esse cenário reflete diretamente os investimentos e o suporte técnico-científico que a CEPLAC oferece aos produtores locais.
Durante a sessão, <b>Eraldo Pimenta</b> apresentou indicadores que ilustram o crescimento da cadeia produtiva do cacau entre 2018 e 2025. O número de produtores registrou um aumento de 6,2%, impulsionando a geração de empregos no setor.
Dados apontam a criação de 397 mil vagas de trabalho, entre diretas e indiretas, no período. A produção de cacau, em toneladas, também demonstrou uma curva ascendente, passando de 110 mil toneladas em 2018 para uma estimativa de 153 mil toneladas em 2025.
“Esses números refletem o extraordinário desempenho da CEPLAC em nosso estado, que faz destacar a eficácia da lavoura cacaueira do Pará”, celebrou o parlamentar. “Por isso, hoje não celebramos apenas a trajetória da CEPLAC. Também prestamos homenagem a todos os indivíduos que dedicaram suas vidas ao desenvolvimento desse setor”.
Vozes da Produção e da Gestão
Perspectivas dos Produtores Rurais
A produtora de cacau <b>Márcia Nóbrega</b>, do município de São Francisco do Pará, compartilhou sua experiência, elogiando o trabalho da CEPLAC. “Há 47 anos produzimos cacau, com todo apoio da CEPLAC. Na nossa lavoura, costumo dizer que a CEPLAC é quem manda: diz o que devemos plantar, como e quando plantar”.
<b>Alberto Oppata</b>, representante da cooperativa mista de Tomé-Açu, destacou que o apoio da CEPLAC é fundamental para os seis mil agricultores familiares que cultivam cerca de quatro mil hectares no município. Ele, contudo, enfatizou a necessidade de renovação na instituição para garantir a continuidade do progresso.
“Precisamos de renovação na CEPLAC para manter o avanço. Precisamos formar os sucessores dos técnicos. Isso é necessário para continuar mostrando que a agricultura, o cacau, são viáveis”, pontuou Oppata, ressaltando a importância de investimento na formação de novos profissionais.
Avaliações de Autoridades do Setor
O superintendente federal de agricultura no Pará, <b>Kléber Rezende</b>, reforçou a performance da CEPLAC em seus 69 anos. Ele sublinhou a atuação da comissão em pesquisa, ensino e suporte à produção, sempre com foco em sustentabilidade e agroecologia.
“A CEPLAC tem atuação destacada na pesquisa, no ensino, no apoio à produção. Cumpre um papel fundamental com foco na sustentabilidade e na agroecologia, agregando valor na produção”, avaliou Rezende, destacando a abrangência do trabalho da entidade.
<b>João Batista Pereira</b>, secretário de estado de agricultura familiar, relembrou o impacto da criação da CEPLAC. Ele frisou que a instituição trouxe esperança e desenvolvimento, oferecendo assistência técnica e pesquisa de excelência.
Segundo Pereira, a CEPLAC é hoje uma das instituições mais bem-referenciadas ligadas ao Ministério da Agricultura. O governo do Pará mantém uma parceria estratégica, por meio do Funcacau e outros programas, para apoiar o desenvolvimento do cacau no estado.
Dados e Projeções para o Cacau Paraense
<b>José Raul Guimarães</b>, representante da CEPLAC, apresentou dados que evidenciam a força da cadeia produtiva de cacau no Pará. Atualmente, o estado conta com 34 mil produtores rurais dedicados ao cacau, sendo que 95% deles pertencem à agricultura familiar.
Estes agricultores são responsáveis por uma produção anual superior a 20 mil toneladas de cacau. “Esses números nos dão muito orgulho. A CEPLAC prima pela qualidade e pela inovação tecnológica”, afirmou Guimarães.
O Pará se destaca como o território que mais planta cacau no Brasil, com uma área cultivada de 234 mil hectares. Os indicadores atuais confirmam que a produção cacaueira paraense é uma das mais promissoras tanto no cenário nacional quanto no mercado internacional.
Homenagens e o Legado da CEPLAC
A sessão solene na Alepa foi também um momento de reconhecimento individual. Treze diplomas de homenagem especial foram entregues a servidores da CEPLAC, autoridades e produtores que contribuíram significativamente para a cadeia produtiva do cacau no Pará.
A CEPLAC foi criada em 1957, em um período de crise na produção de cacau, particularmente na Bahia. Sua atuação no Pará teve início em 1965, e desde então, o órgão acumula conquistas importantes para o setor agrícola.
O sucesso da instituição deve-se ao seu modelo de atuação integrada, que combina pesquisa, extensão rural e ensino agrícola em uma única estrutura. Essa abordagem multidisciplinar tem sido crucial para o avanço do cultivo de cacau no país.
Onde o Cacau Paraense Prospera
O estado do Pará mantém a liderança absoluta na produção de cacau no Brasil. A região da Transamazônica é responsável por 86% dessa produção estadual, abrangendo municípios como Novo Repartimento e Uruará.
Medicilândia é reconhecida como o epicentro do polo cacaueiro paraense. Outros municípios que se destacam pela produção de cacau incluem Altamira, Placas, Anapu, Brasil Novo, o Vale do Xingu, Tucumã e Tomé-Açu.
A celebração dos 69 anos da CEPLAC na Alepa reforça a importância estratégica da instituição e a relevância do cacau para a economia e o desenvolvimento rural do Pará, um cultivo que se firma cada vez mais como referência de qualidade e sustentabilidade.
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