Confirmação do Salobo III causa falsa expectativa de geração imediata de emprego


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O Projeto de Cobre Salobo III e o Projeto Gelado foram confirmados no relatório financeiro do terceiro trimestre de 2018. Anunciado recentemente pela mineradora Vale, causou uma grande expectativa de contratação imediata de mão de obra para região de Carajás, mas os projetos aguardam licenciamento ambiental.

A boa notícia deixou a população da região de Carajás em estado de felicidade. A aprovação dos investimentos, é certeza de novos empregos. Mas, a contratação não é imediata. A previsão de início das operações do Projeto Gelado está para o segundo semestre de 2021 e a expectativa da implantação do Salobo III é para o primeiro semestre de 2022. A Vale está em processo de licenciamento nos órgãos de fiscalização ambiental IBAMA e ICMBio para a obtenção da Licença de Instalação e a Autorização de Supressão Vegetal (ASV).

Na divulgação dos resultados, o Conselho de Administração afirmou que fará um investimento de US$ 1,1 bilhão destinado a ampliação do projeto Salobo. Além disso, assim que atingir determinadas metas de produção, também receberá da empresa Wheaton Precious Metals a injeção de um bônus aproximado de US$ 600 a 700 milhões em investimentos. O atual projeto, que está localizado no interior da Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri, no município de Marabá, é onde há a maior concentração de cobre do Brasil.

Estima-se que a reserva possua mais de 1,193 bilhão de toneladas, com teor de cobre de 0,61%. A previsão de exaustão das jazidas é no ano de 2052. Em 2018, a extração de cobre já rendeu aos cofres públicos mais de R$ 79,6 milhões em royalties de mineração, valor rateado em cotas distintas entre o Governo Federal, o Governo do Pará e a Prefeitura de Marabá. O Complexo Salobo aumentará a sua capacidade de processamento e utilizará a infraestrutura existente.

Foi anunciado também o projeto de manutenção do Gelado, que trata do reprocessamento do rejeito do minério de ferro produzido na extração mineral do complexo Carajás. Alocado nas barragens localizadas na Floresta Nacional de Carajás e na Área de Proteção Ambiental (APA) do Igarapé Gelado, em Parauapebas, os resíduos antigos são superiores em qualidade aos padrões da indústria. Dessa forma, a Vale busca recuperar aproximadamente 10 Mtpa de pellet feed com 64,3% de teor de ferro, 2,0% de sílica e 1,65% de alumina encontrados no rejeito.

O investimento no valor de US$ 428 milhões, promete uma operação enxuta. O projeto foi pensado para reduzir custos e despesas operacionais. Sem caminhões, sem distância de transporte e sem moagem, isso trará uma economia a empresa em taxas de produção e substituição de equipamentos.

A Vale orienta as empresas contratadas a priorizarem a efetivação de mão de obra local, mas ainda aguarda a emissão da licença para iniciar a obra. Então, prepare-se para as futuras oportunidades de trabalho que surgirão na região de Carajás e mantenha seu currículo atualizado no portal do Sine.


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