Cristian Cravinhos anuncia venda de conteúdo adulto


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Condenado pelos assassinatos de Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, Cristian Cravinhos, de 50 anos, passou a vender conteúdo adulto como nova fonte de renda. Integrante do trio condenado pelo crime ao lado do irmão, Daniel Cravinhos, e de Suzane von Richthofen, ele confirmou que comercializa fotos e vídeos íntimos e prepara o lançamento de um perfil no OnlyFans. As informações são da coluna True Crime, do jornalista Ullisses Campbell, publicada pelo jornal O Globo.

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A decisão veio após dificuldades financeiras enfrentadas desde que deixou a prisão. Segundo Cristian, a renda obtida com a venda de quadros, pinturas a óleo e gravuras já não era suficiente para cobrir as despesas da casa. Ele afirma que a necessidade de ajudar no sustento da companheira e dos dois enteados pesou na escolha de ingressar no mercado de conteúdo adulto. “O recomeço fora da cadeia é muito duro“, declarou.

Venda começou pelas redes sociais

Antes de anunciar a criação do perfil na plataforma por assinatura, Cristian negociava diretamente com interessados por mensagens privadas nas redes sociais. O pacote oferecido incluía um vídeo solo e três fotografias pelo valor de R$ 120.

Em pouco tempo, capturas de tela das conversas passaram a circular na internet. As imagens mostravam a negociação, o preço e a forma de entrega do conteúdo, fazendo a oferta ganhar ampla repercussão nas redes sociais.

Procurado pela coluna True Crime, Cristian negou inicialmente que estivesse produzindo conteúdo erótico. Depois de receber as imagens das conversas, porém, mudou a versão. Ele confirmou a comercialização do material e afirmou que pretende ampliar essa atividade com o lançamento de um perfil no OnlyFans.

Da venda de quadros ao conteúdo adulto

Antes de investir na produção de conteúdo adulto, Cristian Cravinhos tentava garantir a renda por meio das artes plásticas. Ele comercializava quadros, pinturas a óleo e gravuras e, em novembro do ano passado, chegou a anunciar nas redes sociais a venda de uma tela produzida durante o período em que esteve preso na Penitenciária de Tremembé. Na publicação, afirmou que precisava “levantar um dinheiro“.

Segundo Cristian, a venda das obras deixou de ser suficiente para cobrir os gastos da casa. Foi nesse contexto que decidiu mudar de atividade e apostar na comercialização de fotos e vídeos íntimos como alternativa para complementar a renda.

Série Tremembé ampliou a exposição pública

A repercussão em torno de Cristian aumentou após a estreia da série Tremembé, do Prime Video. Na produção, o personagem inspirado aparece em cenas que repercutiram nas redes sociais, entre elas uma em que veste uma calcinha.

Em entrevista à coluna de O Globo, Ricardo Duda, ex-namorado de Cristian, afirmou que essa sequência teve como inspiração um episódio que teria ocorrido durante o período em que o condenado esteve preso.

Nas redes sociais, Cristian reagiu às cenas da produção e criticou duramente a série. Em publicações, afirmou que a obra era uma “mentira pelo Ibope” e pediu que os seguidores “acordassem”. A reação foi associada por especialistas à tentativa de preservar sua imagem de “macho”.

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O jornalista e roteirista Ulisses Campbell rebateu as críticas. Segundo ele, possui cartas enviadas por Cristian ao parceiro de cela, identificado como Duda, além de depoimentos que sustentariam o relacionamento homoafetivo e os fetiches retratados na produção.

Relato sobre a vida pessoal e propostas milionárias

Durante a entrevista, Cristian também revelou que sofreu uma fratura peniana durante uma visita íntima da então esposa enquanto cumpria pena. Segundo ele, a lesão exigiu uma microcirurgia, mas não deixou sequelas nem afetou sua vida sexual.

Ele ainda contou que recebeu propostas para atuar na indústria pornográfica antes mesmo da repercussão envolvendo seus vídeos. De acordo com Cristian, uma das ofertas previa o pagamento de R$ 1 milhão para gravar cenas com uma mulher, enquanto outra chegava a R$ 5 milhões para participar de produções com homens.

Embora tenha recusado essas propostas naquele momento, Cristian afirmou que mudou de ideia. Inicialmente, pretende produzir apenas vídeos solo, mas disse não descartar futuras parcerias.

Da prisão ao regime aberto

Cristian Cravinhos foi condenado, ao lado do irmão Daniel Cravinhos e de Suzane von Richthofen, pelos assassinatos de Manfred e Marísia von Richthofen, crime ocorrido em 2002 e considerado um dos casos criminais de maior repercussão da história recente do país.

Condenado a cerca de 38 anos de prisão, ele obteve a progressão para o regime aberto em março de 2025. Antes disso, havia conquistado o benefício pela primeira vez em 2016, mas voltou à prisão em 2018 após ser preso em flagrante por tentar subornar policiais militares e descumprir as regras impostas pelo regime.

Após nova decisão da Justiça, deixou a Penitenciária II de Tremembé em março de 2025 e permaneceu em liberdade depois de obter decisão favorável contra recursos apresentados pelo Ministério Público para impedir sua soltura.

Já fora da prisão, tentou viver da venda de quadros produzidos por ele. Com a repercussão da série Tremembé e diante das dificuldades financeiras relatadas, passou a comercializar imagens e vídeos íntimos em plataformas digitais como forma de custear as despesas básicas.

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