Estudante Quilombola da UFPA Relata Humilhação Após Ser Expulsa de Sala de Aula Com Filho de Sete Meses


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Um incidente marcante na Universidade Federal do Pará (UFPA) reacendeu o debate sobre inclusão e acolhimento no ambiente acadêmico. Lorrany da Paixão Maia, estudante quilombola do curso de Desenvolvimento Rural, relatou ter sido retirada de sala de aula por uma professora enquanto segurava seu filho de sete meses, que dormia tranquilamente em seu colo. O episódio, ocorrido na última segunda-feira (9) em Belém, deixou a universitária profundamente abalada e culminou em uma série de protestos estudantis e uma resposta oficial da instituição, que afirma estar providenciando os procedimentos cabíveis.

O Confronto em Sala de Aula: Um Relato de Angústia

Lorrany da Paixão Maia chegou à sala por volta das 14h para o início de sua aula, com o bebê adormecido em seus braços. Segundo o relato da estudante, antes mesmo que a turma estivesse completa, a docente se aproximou para questionar se ela já havia enfrentado “essa situação antes”, sugerindo a necessidade de “resolver isso”. A professora ainda propôs que a decisão sobre sua permanência em sala fosse coletiva, aguardando a chegada dos demais alunos, uma sugestão que a aluna prontamente rechaçou, defendendo que a deliberação deveria ser interna e exclusiva da docente.

A situação escalou quando a professora declarou que não era de sua conduta ministrar aulas “assim” e determinou que a estudante se retirasse do ambiente. Lorrany, já em lágrimas, conta ter ouvido da docente a necessidade de “deixar de vitimismo” e “aceitar a realidade”. A aula prosseguiu normalmente após sua saída, deixando a universitária em estado de choque e profunda humilhação, uma experiência que, conforme ela mesma descreve, a faz chorar sempre que relembra.

Reações Imediatas e a Busca por Apoio

O impacto da repreensão transcendeu o momento em sala de aula. Sentindo-se desrespeitada e humilhada, Lorrany não hesitou em buscar amparo e providências. No mesmo dia do incidente, ela procurou a secretaria do curso para formalizar o caso junto à direção da faculdade. No dia seguinte, ampliando sua rede de suporte, buscou apoio de coletivos estudantis e registrou uma manifestação detalhada na Ouvidoria da UFPA, além de levar a denúncia ao Ministério Público, evidenciando a gravidade do ocorrido e sua determinação em buscar justiça.

Mobilização Estudantil e Cobrança por Respostas

A história de Lorrany rapidamente ganhou repercussão na comunidade acadêmica, gerando uma onda de solidariedade e protestos. Em um ato de desagravo e exigência por apuração, diversos estudantes decidiram não comparecer às aulas da professora nos dias subsequentes ao incidente. A mobilização culminou em uma manifestação pacífica no dia 11 de fevereiro, com os estudantes marchando até o Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares (Ineaf/UFPA) e a Reitoria. O objetivo principal era cobrar uma investigação rigorosa e a responsabilização dos envolvidos, reforçando o pedido de um ambiente acadêmico que promova o acolhimento e a inclusão de todos, especialmente mães universitárias.

Apesar da mobilização e da atenção gerada, a universitária expressou, dias após os protestos, sua apreensão e a ausência de uma resposta oficial concreta sobre o caso. A estudante, que está a poucos meses de concluir sua graduação, ressaltou o medo e a tristeza que a acompanham, contrastando com o acolhimento que sempre recebeu dos colegas ao longo de quase cinco anos de curso.

O Posicionamento da Universidade Federal do Pará

Em resposta à crescente repercussão e à manifestação estudantil, a Universidade Federal do Pará emitiu uma nota oficial. A instituição confirmou que a direção do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares e da Faculdade de Desenvolvimento Rural acolheu a manifestação realizada pelos estudantes. A UFPA assegurou que, desde o dia 9 de fevereiro – data do incidente –, os procedimentos institucionais cabíveis estão sendo devidamente providenciados para apurar os fatos.

A universidade reforçou seu compromisso com a manutenção de um ambiente de diálogo aberto e construtivo com toda a comunidade acadêmica. Além disso, destacou seu respeito pelos povos tradicionais, reafirmando a importância da diversidade e da inclusão em seu espaço, elementos que foram postos em xeque pelo ocorrido com a estudante quilombola Lorrany da Paixão Maia.

Conclusão: Um Chamado à Reflexão e Inclusão

Enquanto a estudante busca se recuperar do abalo emocional e aguarda respostas definitivas, a mobilização de seus colegas e o posicionamento da universidade sinalizam a urgência de um diálogo mais aprofundado sobre políticas de acolhimento e a formação de um corpo docente sensível às realidades diversas de seus alunos. O caso permanece sob apuração, na expectativa de que a UFPA reforce seu papel como um espaço verdadeiramente inclusivo e solidário.

Fonte: https://g1.globo.com

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