Gamp tenta voltar a gerir HGP


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Segundo dados obtidos pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Parauapebas (Sinseppar), o Grupo de Apoio a Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp) é uma das Organizações Sociais a participar do processo de qualificação que visa gerir o Hospital Geral de Parauapebas (HGP).

O Gamp é conhecido em todo país por inúmeras irregularidades praticadas durante o exercício da atividade de gestão hospitalar, muitas das quais foram noticiadas por diversos órgãos de imprensa, incluindo matéria do CQC (vídeo abaixo), veiculada em 2012, a respeito de irregularidades na escala médica em Bom Jesus dos Perdões (SP).

Em Parauapebas, o Gamp geriu o HGP em parte de 2016 e início de 2017, recebendo críticas da população pela dificuldade de acesso ao atendimento e limitações na assistência, bem como de profissionais de saúde, em função de atrasos nos pagamentos de salários.

Recentemente, quando a Prefeitura de Parauapebas anunciou que nova terceirização do HGP seria de fato realizada, profissionais que há meses aguardavam receber seus proventos atrasados do Gamp, começaram a ter os valores inesperadamente quitados, o que fez aflorar o debate de que tal Organização Social pretendia retornar ao município.

Para o Sinseppar, a terceirização do hospital seria a repetição de um erro. O sindicato tem publicado notas e vídeos em seu site oficial e nas redes sociais, replicando denúncia do Fantástico, dando conta que as organizações sociais que têm gerido hospitais em todo o país estariam precarizando a assistência e provocando sangria aos cofres públicos.

Por sua vez, o titular da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), José das Dores Couto, defende que a gestão será transparente e criteriosa na escolha da empresa e que aplicará um novo modelo de terceirização, visando corrigir erros prévios, garantindo porta aberta do hospital, ampliando a assistência e gerando economia aos cofres do município, sendo este o ponto mais questionado pelos contrários a terceirização.

Outro ponto questionado pelo Sinseppar, diz respeito as demais entidades que tentam habilitação no processo, já que há rica diversidade de atividades econômicas que elas podem realizar. Estudo da documentação das empresas apontou atividades de gestão de bibliotecas, educação infantil, organização de feiras, de congressos, de exposições e de festas. Algumas entidades sequer atuam no ramo da saúde, segundo o sindicato.

O processo de qualificação é a primeira etapa da terceirização dos serviços do HGP. A prefeitura deverá fazer análise da documentação das qualificadas e emitir a relação das aptas a participarem do processo de concorrência.

  • Empresas em processo de qualificação:
    1. Instituto Saúde e Cidadania – ISAC (Brasília/DF)
    2. Instituto Amar Mais (Imperatriz-/MA)
    3. Instituto Nacional de Pesquisa e Gestão em Saúde – INSAÚDE (Bernardino de Campos/SP)
    4. Grupo de Apoio a Medicina Preventiva e à Saúde Pública – GAMP (Cotia/SP)
    5. Cooperativa de Trabalho Médico do Município de Parauapebas – COOPERMED (Parauapebas/PA)
    6. Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento – IMED (Bela Vista/SP)
    7. Associação Plural (Aparecida Santos/SP)
    8. Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar – PRÓ-SAÚDE (São Paulo/SP)
    9. Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano – INDSH (Pedro Leopoldo/MG)
    10. Associação de Saúde, Esporte, Lazer e Cultura – ASELC (Belém/PA)
    11. Instituto Panamericano de Gestão – IPG (Goiânia/GO)
    12. Instituto Diretrizes (Santo André/SP)
    13. Hospital Psiquiátrico Espírita Mahatma Gandhi (Catanduva/SP)


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