Maria da Penha na Minha Escola educa adolescentes
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A cidade de Parauapebas começou a semana com uma notícia que promete transformar o futuro de muitos adolescentes. A Prefeitura lançou o projeto Maria da Penha na Minha Escola, uma iniciativa que une educação, conscientização e prevenção da violência contra a mulher. O evento de abertura aconteceu na Casa de Mainha e contou com representantes da Secretaria da Mulher, educadores e instituições ligadas à defesa dos direitos femininos.
Desde cedo, o projeto busca trabalhar valores fundamentais com meninos e adolescentes, especialmente aqueles que estão iniciando seus primeiros relacionamentos. A ideia é formar uma geração mais consciente, capaz de romper com o machismo estrutural que ainda persiste na sociedade. Para alcançar esse objetivo, serão realizados ciclos de palestras que abordam masculinidade saudável, comunicação não violenta, cultura de paz e, claro, a Lei Maria da Penha, que dá nome ao programa.
Maria da Penha na Minha Escola e a prevenção na base
A secretária adjunta da Mulher, Vanessa Moitinho, explicou que o ponto central da iniciativa é atuar de maneira preventiva. Segundo ela, muitos jovens demonstram comportamentos abusivos sem perceber, pois foram expostos a modelos de relacionamento baseados em desigualdade. Trabalhar isso no início da vida amorosa evita que se repita o ciclo da violência.

Ela destacou que a proposta não é apenas ensinar, mas transformar mentalidades. A visão é de que esses adolescentes se tornem multiplicadores da mensagem de respeito, levando adiante a causa da igualdade de gênero. Assim, cada escola participante se transforma em um espaço de diálogo e conscientização.
Maria da Penha na Minha Escola como apoio às escolas públicas
A educadora Leine Reis, com mais de três décadas de experiência na rede municipal, reforçou a importância do projeto para o ambiente escolar. Ela afirmou que a vulnerabilidade social que afeta muitos estudantes exige ações que fortaleçam o emocional e o psicológico. Nesse sentido, o programa chega como ferramenta para prevenir casos de violência que ainda ocorrem dentro das instituições de ensino.
Outro ponto de destaque foi a fala da psicóloga Yasmin Oliveira Cardoso, do Centro Refletir. Ela ressaltou que a violência contra a mulher costuma começar em atitudes aparentemente pequenas, mas que, sem intervenção, podem evoluir para situações graves como o feminicídio. Segundo a especialista, trabalhar a prevenção diretamente com os adolescentes é uma forma eficaz de garantir que os primeiros relacionamentos não sejam marcados por abusos ou submissão.

O projeto Maria da Penha na Minha Escola não se limita a palestras. Ele busca transformar o comportamento dos jovens para que a mudança seja duradoura. Essa abordagem preventiva dialoga diretamente com o Pacto Nacional de Prevenção à Violência contra a Mulher, reforçando a ideia de que o combate ao feminicídio começa com educação e consciência social.
No fim das contas, o que se espera é que essa iniciativa ajude a construir uma sociedade mais justa, onde respeito e igualdade caminhem lado a lado. Afinal, formar adolescentes conscientes hoje é investir em um futuro sem violência de gênero amanhã. E se houver algum deslize no caminho, como acontece em qualquer processo educativo, o aprendizado continua e fortalece ainda mais a causa.
Informações: Assessoria de Comunicação/PMP 2025
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