Mulheres concluem curso de panificação da Ligga
- Nenhum comentário
- Destaques

A qualificação profissional tem ganhado espaço como ferramenta estratégica para o desenvolvimento social. Em regiões onde o acesso a oportunidades ainda é limitado, iniciativas voltadas à inclusão produtiva têm se mostrado decisivas para transformar realidades.
É nesse cenário que o programa RevELLA, desenvolvido pela mineradora Ligga, vem ampliando sua atuação nas cidades de Parauapebas e Curionópolis, no Pará. A iniciativa aposta na capacitação feminina como caminho para geração de trabalho e renda nas comunidades locais.
Formação em panificação marca início do ciclo 2026
A mais recente ação do programa ocorreu em março, mês simbólico dedicado às mulheres. O Curso de Panificação formou 20 moradoras das comunidades de Palmares Sul e Palmares II, consolidando mais uma etapa do projeto social.
A capacitação foi realizada em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e contou com o apoio da Associação Cultural, Educacional e Beneficente de Palmares II (ASCEBEP).
Com duração de uma semana, o curso reuniu teoria e prática. As participantes aprenderam técnicas de preparo de massas, fermentação e assamento, além da produção de diferentes tipos de pães, incluindo opções simples e recheadas.

Conteúdo técnico e foco no empreendedorismo
Além das habilidades técnicas, a formação também trouxe noções de vendas e empreendedorismo. A proposta foi preparar as alunas não apenas para produzir, mas também para transformar o conhecimento em oportunidade de negócio.
A instrutora do SENAR, professora Dinar de Lima, destacou o desempenho da turma. Segundo ela, o grupo demonstrou comprometimento e interesse ao longo das aulas.
“O desempenho da turma foi excelente. As alunas foram muito assíduas e demonstraram grande interesse em aprender. Elas saem desse curso muito bem capacitadas e aptas a empreenderem na área de panificação”, afirmou.
Parcerias fortalecem impacto social
A cerimônia de formatura aconteceu na sede da ASCEBEP, local onde também foram realizadas as aulas. O espaço comunitário reforça a importância da atuação conjunta entre empresas e organizações locais.
Para o presidente da associação, Antonio Duarte, a iniciativa representa um avanço significativo na promoção da autonomia feminina.
“O programa RevELLA está ajudando no desenvolvimento de muitas famílias a partir da capacitação das mulheres. Agradecemos à mineradora Ligga por essa parceria com nossa comunidade”, destacou.
Empoderamento feminino como vetor econômico
O programa RevELLA tem como foco ampliar as oportunidades de qualificação para mulheres da região. A proposta vai além da formação técnica e busca incentivar o empreendedorismo como ferramenta de transformação social.
De acordo com a coordenação de Responsabilidade Social da Ligga, o impacto do projeto ultrapassa o ambiente das salas de aula.
“Essa turma foi a primeira ação do nosso programa RevELLA em 2026 e não poderia ter sido mais exitosa. Estamos muito felizes em formar mais um grupo de mulheres qualificadas e desejamos muito sucesso a essas futuras empreendedoras”, afirmou Suellen Souza.

Histórias que refletem transformação
Entre as participantes, o sentimento é de oportunidade e expectativa. Muitas já vislumbram novas fontes de renda a partir do aprendizado adquirido.
Novos caminhos para geração de renda
A esteticista Alessandra dos Santos Duarte, de 35 anos, decidiu participar do curso em busca de uma renda extra. Moradora de Palmares Sul, ela vê na panificação uma alternativa para complementar o orçamento familiar.
“A Ligga nos deu uma grande oportunidade de nos qualificarmos. Quero seguir produzindo e alimentando o meu sonho de ter uma renda extra para a minha família”, relatou.
Já Késia Cristina Martins, de 46 anos, moradora da Vicinal II, trabalha com vendas e acredita que a capacitação trouxe mais segurança para empreender.
“O curso foi excelente. Aprendemos não apenas sobre panificação, mas também sobre vendas e empreendedorismo. Minha meta é produzir e vender para melhorar a qualidade de vida da minha família”, afirmou.
Experiência aliada ao aprimoramento
Mesmo quem já tinha experiência na produção de pães encontrou no curso uma oportunidade de evolução profissional.
Sônia Aparecida, de 51 anos, já produzia pães caseiros antes da formação. Para ela, o aprendizado agregou qualidade e confiança ao trabalho.
“Esse curso caiu do céu. Saio mais preparada, com mais segurança e com um diploma do SENAR. Vou melhorar minha produção e aumentar minhas vendas”, destacou.
Educação ambiental integrada à capacitação
Outro ponto abordado durante o curso foi a conscientização ambiental. As participantes receberam orientações sobre descarte correto de resíduos e práticas sustentáveis.
Todo o material utilizado nas aulas foi separado de forma adequada. Resíduos recicláveis, como plástico e papelão, serão destinados a cooperativas. Já os orgânicos seguirão para compostagem.
A iniciativa reforça a importância da sustentabilidade aliada à geração de renda, mostrando que práticas simples podem trazer benefícios ambientais e econômicos.
ESG e o papel das empresas no desenvolvimento local
Especialistas apontam que programas como o RevELLA estão alinhados às práticas de ESG (ambiental, social e governança). Nesse modelo, empresas atuam como agentes de transformação em seus territórios.
O incentivo ao empreendedorismo feminino, em especial, tem impacto direto nas famílias. Estudos indicam que mulheres tendem a reinvestir grande parte da renda no bem-estar doméstico, influenciando áreas como educação e saúde.
Perspectivas para 2026
O curso de panificação marca o início das atividades do programa RevELLA em 2026. A expectativa da Ligga é ampliar o alcance das ações ao longo do ano, levando novas oportunidades de capacitação para outras comunidades.
A proposta é continuar investindo em iniciativas que promovam autonomia financeira e desenvolvimento sustentável.
Com histórias reais de transformação e aprendizado, o programa reforça o papel da qualificação profissional como ferramenta de mudança social.
Acompanhe atualizações no Portal F5.

