Nova Rota da Seda deixa Brasil em segundo plano


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Nova Rota da Seda deixa Brasil em segundo plano

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Nova Rota da Seda movimenta bilhões em 2025

A Nova Rota da Seda atingiu seu maior pico de investimentos desde que foi criada pela China em 2013. Só no primeiro semestre de 2025, os contratos e obras assinados ultrapassaram US$ 124 bilhões, superando todo o volume do ano anterior. Esses números revelam como a iniciativa está se tornando uma das maiores forças de transformação econômica no mundo atual.

Enquanto os Estados Unidos reforçam barreiras comerciais e políticas de isolamento, a China segue o caminho oposto. Através da Nova Rota da Seda, ela expande influência, principalmente no Sul Global. Com presença forte na África, na Ásia Central e no Sudeste Asiático, o gigante asiático reafirma seu compromisso com um comércio mais integrado e cooperativo.

Energia, tecnologia e mineração lideram investimentos

De acordo com o Griffith Asia Institute, os setores mais contemplados foram energia, mineração e tecnologia. Juntos, eles absorveram quase 70% dos recursos. Só o setor energético recebeu US$  24,9 bilhões, concentrando-se em regiões como o Cazaquistão, onde há foco em cobre e alumínio.

Já a área de tecnologia alcançou US$ 23,2 bilhões, com projetos ligados à produção de baterias, veículos elétricos e hidrogênio verde. A empresa chinesa Longi, por exemplo, investiu pesado na Nigéria, mostrando como a inovação também faz parte da estratégia de expansão da China.

América Latina tem presença discreta na iniciativa

Apesar da escala global do projeto, a América Latina continua tendo um papel tímido. Os investimentos na região em 2025 foram os mais baixos da década. O Brasil aparece mais como alvo de aquisições específicas, como a compra da VAST Infra por US$ 448 milhões, do que como parceiro central da iniciativa.

Outros projetos, como o novo aeroporto na Nicarágua ou o fornecimento de trens para o México, mostram interesse pontual, mas ainda distante do que se vê na África ou na Ásia. A diferença nos volumes mostra que o continente precisa se reposicionar estrategicamente se quiser capturar mais oportunidades da Nova Rota da Seda.

África e Ásia dominam cenário global

Os maiores volumes financeiros foram destinados à África, com US 24,3 bilhões. A Nigéria se destacou como o principal destino, recebendo US$ 21 bilhões só em construções. Já os investimentos diretos se concentraram no Cazaquistão, na Tailândia e no Egito.

A tendência para o segundo semestre de 2025 é de estabilidade. Espera-se menos megaprojetos e um aumento no número de acordos menores, porém mais estratégicos. Setores como energia verde, mineração crítica e infraestrutura digital estão no radar da China para os próximos meses.

China acelera rumo à liderança global

Com uma política externa cada vez mais ambiciosa, a Nova Rota da Seda transforma a China em uma potência não apenas comercial, mas geopolítica. Mesmo com deslises pontuais e desafios logísticos, a estratégia chinesa prova ser eficaz ao integrar países a cadeias produtivas e criar rotas de comércio alternativas ao eixo ocidental.

Enquanto isso, o Brasil segue cauteloso, sem aproveitar todo o potencial da iniciativa. Mas ainda há tempo para mudar esse cenário e entrar de vez no mapa dos investimentos asiáticos.

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