Pará: Emissões caem 42,5%; desmatamento reduz 45,3% em 2026


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O Pará prevê uma significativa redução de 42,5% nas emissões de dióxido de carbono (CO₂) e de 45,3% no desmatamento para 2026. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) divulgou os dados preliminares na quinta-feira (22), indicando um avanço expressivo nos compromissos climáticos do estado e na luta contra a destruição da Amazônia.

Queda Acelerada nas Emissões de Carbono

O relatório da Semas aponta para uma queda de 42,5% nas emissões brutas de CO₂ ligadas ao desmatamento. O total deve passar de 76,10 milhões de toneladas em 2025 para estimados 43,76 milhões em 2026. Este é o terceiro ano seguido de redução neste indicador.

Em comparação com a média anual de 2018 a 2022, base para os compromissos climáticos, a redução estimada alcança impressionantes 71,61%. A trajetória de queda ganhou força, partindo de 44,11% abaixo da média em 2024.

A progressão continuou com 50,62% de redução em 2025, atingindo 71,61% para 2026. Esses percentuais refletem uma diminuição consistente do carbono liberado pela remoção da vegetação nativa.

Desmatamento Recua a Níveis Históricos

A diminuição das emissões acompanha o sucesso no combate ao desmatamento. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de 16 de outubro, mostraram a menor taxa anual desde 1988, ano de início do Projeto Prodes.

A área desmatada no Pará deve encolher de 2.064 quilômetros quadrados em 2025 para estimados 1.130 quilômetros quadrados em 2026. Esta projeção representa uma retração de 45,3%.

Em relação a 2021, quando 5.238 quilômetros quadrados foram devastados, a redução acumulada chega a 78,4%. Preservar a floresta é essencial para manter os estoques de carbono e frear o efeito estufa.

Monitoramento Avançado e Tecnologia

A elaboração do relatório técnico contou com a Diretoria de Monitoramento Ambiental (Dimam) da Semas. Foram utilizados dados de três projetos do Inpe: Prodes, EBA (Estimativa de Biomassa na Amazônia) e TerrClass.

Essas ferramentas permitem acompanhar o desmatamento, estimar o volume de carbono liberado e monitorar a recuperação da vegetação. A equipe técnica estadual processou as informações oficiais para os cálculos.

A Semas alerta que os números de 2026 ainda são preliminares. Poderão ocorrer ajustes após a consolidação de todos os dados de desmatamento e a atualização dos levantamentos sobre vegetação secundária.

Governo Reforça Necessidade de Continuidade

O secretário de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade, Raul Protázio Romão, destacou a importância dos resultados. Ele enfatizou, contudo, a urgência de manter e intensificar as medidas de proteção ambiental.

A fiscalização constante e políticas de conservação robustas são cruciais para impedir novos avanços do desmatamento. O comprometimento do Pará com a agenda climática segue firme.

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