PGR pede mais policiamento em torno de Bolsonaro
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou nesta segunda-feira a favor do reforço policial nos arredores da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. O parecer foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa o caso.
O pedido inicial partiu do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), encaminhado ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Segundo o parlamentar, o aumento da segurança é necessário para garantir a aplicação da lei penal, principalmente diante do atual contexto judicial que envolve Bolsonaro.
A PGR destacou que a PF poderá ampliar a vigilância de forma contínua, adotando monitoramento em tempo real. O parecer recomenda que equipes fiquem de prontidão integral, mas sem ultrapassar os limites legais. Dessa forma, não poderá haver invasão de privacidade nem prejuízo às relações de vizinhança do ex-presidente.
PGR e o contexto do julgamento
Na próxima terça-feira, 2 de setembro, Jair Bolsonaro e outros sete aliados, todos acusados de integrar o chamado núcleo 1 da trama golpista, vão a julgamento pela Primeira Turma do STF. Esse será um dos momentos mais delicados da trajetória política do ex-presidente após deixar o Palácio do Planalto.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o início de agosto, com uso obrigatório de tornozeleira eletrônica. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes após a constatação de que o ex-presidente violou restrições judiciais, incluindo a proibição de interagir em redes sociais por meio de perfis de terceiros.
A decisão gerou repercussão política imediata, acentuando a polarização já existente. Enquanto apoiadores denunciam suposto excesso judicial, críticos afirmam que as medidas são necessárias para assegurar o cumprimento da lei.
Documento de asilo e nova polêmica
Além do processo em andamento, Bolsonaro também foi citado em outra investigação conduzida pela PF. Agentes encontraram em um de seus aparelhos eletrônicos um documento de solicitação de asilo político destinado ao presidente da Argentina, Javier Milei. O arquivo estava salvo desde 2024.
Para a Polícia Federal, a existência do documento levantou suspeitas sobre possível tentativa de fuga do país. No entanto, a defesa do ex-presidente alegou que se tratava apenas de um “rascunho”, negando qualquer intenção de formalizar o pedido de asilo.
Essa revelação adicionou mais pressão ao cenário jurídico de Bolsonaro, que já enfrenta críticas e vigilância intensificada. Caso a PF siga as recomendações da PGR, o monitoramento próximo à residência do ex-presidente deverá se tornar ainda mais rígido nos próximos dias.
Com isso, a PGR reforça seu papel como órgão de fiscalização da legalidade, equilibrando a necessidade de vigilância com o respeito aos direitos individuais. A decisão final caberá ao STF, que avaliará o parecer junto aos desdobramentos do julgamento.
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