Policia investiga envolvidas na tentativa de atentado em Brasília
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Após a captura do bolsonarista terrorista George Washington de Oliveira Sousa, preso pela Polícia Civil do Distrito Federal no último sábado (24), detalhou aos agentes como foi planejada a ação e o objetivo da instalação de uma bomba em um caminhão de combustível próximo ao aeroporto de Brasília.
A ação tinha o objetivo de provocar o caos e estimular as Forças Armadas a intervir e decretar Estado de Sítio, impedindo a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ato terrorista contou com pelo menos seis pessoas, além dele, outros quatro homens e uma mulher que sabiam da ação e da fabricação da bomba.
A plano terrorista surgiu no dia 23, no acampamento bolsonaristas em frente do Quartel-General do Exército, a sugestão veio de uma “mulher desconhecida” que teria sugerido aos que fosse instalada uma bomba na subestação de energia na cidade de Taguatinga, nos arredores de Brasília. O plano não foi adiante porque a mulher não providenciou um carro para a operação.
Um homem de prenome Alan, teria se voluntariado, para levar a bomba para a estação, porém havia muitas dificuldades para a instalação do explosivo, então foi decidido que os alvos seriam postes de transmissão de energia próxima.
O terrorista disse aos policiais que contou aos manifestantes que possuía explosivos.
“Eu disse aos manifestantes que tinha a dinamite, mas que precisava da espoleta e do detonador para fabricar a bomba”, contou à polícia.
Washington, contou que no dia 23, por volta das 11h30min, “um manifestante desconhecido” que estava acampado no QG lhe entregou um controle remoto e quatro acionadores.
“De posse dos dispositivos, eu fabriquei a bomba”, admitiu no depoimento.
Sousa alega que entregou o explosivo a Alan, com o pedido para que fosse levada à subestação de energia. Ele diz que só ficou sabendo pela televisão que a bomba tinha sido levada ao aeroporto.

O terrorista disse que veio a Brasília para protestar contra eleição de Lula e afirmou que, trouxe com ele o arsenal apreendido pela polícia no dia da prisão.
A tentativa de atentado provocou reação de integrantes do novo governo. O futuro ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que o acampamento na frente do quartel é incubadora de terroristas.
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