Presidente do Irã: Pezeshkian Afirma Não Haver Inimizade com Povo Americano em Carta Aberta


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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, divulgou uma carta direcionada 'ao povo dos Estados Unidos da América' e 'aqueles que continuam a buscar a verdade'. No documento, o líder iraniano enfatiza que seu país não nutre inimizade contra outras nações.

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A mensagem de Pezeshkian destaca que esta postura se estende a povos da América, da Europa e também de países vizinhos. O texto foi publicado nesta quarta-feira (1º) em uma postagem na rede social X, buscando combater o que ele descreveu como uma 'enxurrada de distorções e narrativas fabricadas'.

A Mensagem Central de Pezeshkian

Pezeshkian afirmou que a história do Irã é marcada por repetidas intervenções estrangeiras. Contudo, a cultura iraniana sempre fez uma distinção clara entre governos e os povos que eles governam. Este princípio, segundo ele, não é uma posição política temporária, mas algo profundamente enraizado.

O presidente iraniano ressaltou que os iranianos mantêm essa visão, distinguindo as ações dos governos das aspirações e sentimentos das populações. Essa abordagem permeia a consciência coletiva do país persa, que se posiciona como uma das civilizações contínuas mais antigas da história humana.

Irã: Uma Civilização sem Histórico de Agressão

A carta detalha que, apesar das vantagens históricas e geográficas, o Irã 'nunca escolheu o caminho da agressão, da expansão, do colonialismo ou da dominação'. Essa afirmação busca desmistificar percepções sobre a política externa iraniana e sua postura global no Oriente Médio.

Em contrapartida, o texto menciona a concentração de forças, bases e capacidades militares dos Estados Unidos ao redor do Irã. Pezeshkian aponta que o Irã, desde a fundação dos EUA, nunca iniciou uma guerra, enquanto a presença militar americana demonstra ser ameaçadora.

As recentes agressões americanas, lançadas a partir dessas bases, evidenciaram a natureza dessa ameaça, segundo o líder iraniano. Ele argumenta que 'nenhum país submetido a tais condições deixaria de fortalecer suas capacidades defensivas'.

Pezeshkian descreve as ações do Irã como uma resposta comedida, fundamentada na legítima autodefesa. Ele reforça que essas medidas não representam uma iniciativa de guerra ou agressão, mas sim uma necessidade de proteger a soberania do país.

O Cenário de Defesa Iraniano

O fortalecimento das capacidades defensivas iranianas é apresentado como uma consequência direta da geopolítica regional. A presença massiva de infraestrutura militar estrangeira no entorno do Irã justifica, na visão do presidente, o investimento em segurança nacional.

Essa estratégia de defesa tem sido uma constante na política externa do Irã, visando dissuadir potenciais ameaças. O país busca garantir sua integridade territorial e a segurança de sua população em um contexto de tensões crescentes.

A Deterioração das Relações Irã-EUA

A carta de Masoud Pezeshkian também aborda o histórico das relações entre Irã e EUA, que nem sempre foram hostis. O ponto de inflexão ocorreu com o golpe de Estado de 1953, conhecido como Operação Ajax.

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Essa operação, articulada pelos americanos com apoio do Reino Unido, derrubou o então primeiro-ministro democraticamente eleito, Mohammad Mossadegh. O golpe veio após o governo iraniano decidir nacionalizar os recursos petrolíferos do país, um marco importante na história recente do Irã.

O golpe desestruturou o processo democrático iraniano, restaurando uma ditadura e semeando uma profunda desconfiança em relação às políticas dos EUA. Essa desconfiança foi aprofundada por eventos subsequentes que moldaram as relações bilaterais.

Entre esses eventos, Pezeshkian cita o apoio americano ao regime do Xá, o respaldo a Saddam Hussein durante a guerra imposta nos anos 1980, a imposição das mais longas e abrangentes sanções da história moderna, e agressões militares não provocadas contra o Irã, inclusive durante negociações.

Resiliência e Avanços Pós-Revolução Islâmica

Apesar de todas as pressões e desafios, Pezeshkian observou que essas medidas fracassaram em enfraquecer o Irã. O país, ao contrário, fortaleceu-se em diversas áreas após a Revolução Islâmica.

Dados apresentados na carta indicam um crescimento significativo em indicadores sociais e tecnológicos. As taxas de alfabetização triplicaram, o ensino superior expandiu-se de forma considerável e avanços expressivos foram alcançados em tecnologia moderna.

Além disso, os serviços de saúde melhoraram e a infraestrutura se desenvolveu em um ritmo e escala incomparáveis ao passado. Pezeshkian classificou esses resultados como 'realidades mensuráveis e observáveis, que existem independentemente de narrativas fabricadas'.

O Custo Humano dos Conflitos

Ao mesmo tempo, o presidente iraniano alertou que o impacto destrutivo das sanções, da guerra e da agressão sobre a vida do 'resiliente povo iraniano' não deve ser subestimado. A continuidade da agressão militar e os bombardeios afetam profundamente a vida e as perspectivas das pessoas.

Pezeshkian questionou se os interesses do povo norte-americano estão sendo realmente atendidos por essa política. Ele indagou se 'o massacre de crianças inocentes, a destruição de instalações farmacêuticas de tratamento contra o câncer, ou vangloriar-se de bombardear um país 'de volta à idade da pedra' serve a algum propósito além de prejudicar ainda mais a posição global dos Estados Unidos'.

Busca Iraniana por Negociações e Compromisso

Na carta, Pezeshkian também afirmou que o Irã buscou negociações e cumpriu todos os seus compromissos. Ele sugere que a decisão de se retirar de acordos, escalar o confronto e lançar atos de agressão em meio a negociações foram 'escolhas destrutivas feitas pelo governo dos EUA'.

Essa abordagem, segundo o presidente, contrasta com a postura iraniana de buscar soluções diplomáticas. A história recente de engajamento do Irã em processos de diálogo é apresentada como evidência de sua disposição para a resolução pacífica de conflitos e para a estabilidade regional.

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O presidente iraniano reitera a necessidade de um diálogo construtivo e respeito mútuo para a construção de relações mais estáveis e justas. A carta é um convite à reflexão sobre as causas e consequências das atuais tensões entre as nações.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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