Queimadas em Parauapebas reduzem com fiscalização
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Ações conjuntas ajudam Parauapebas a reduzir queimadas
A luta contra as queimadas em Parauapebas está ganhando força graças a um conjunto de medidas inteligentes e bem articuladas. A Prefeitura vem apostando pesado em um plano coletivo que une fiscalização, educação ambiental e cooperação institucional. E os números comprovam o sucesso dessa estratégia: o mês de julho fechou com apenas 26 focos de calor em todo o município, menor marca registrada desde 2019.
Esse resultado não é obra do acaso. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semma) montou uma verdadeira operação de guerra para enfrentar os incêndios, que costumam aumentar nessa época do ano. As altas temperaturas e a baixa umidade são o combo perfeito para o fogo se espalhar rápido, ameaçando áreas naturais, zonas urbanas e até mesmo vidas humanas.

Fiscalização ativa e cooperação institucional fazem a diferença
Uma das ações mais eficazes foi a criação do Comitê Integrado de Prevenção e Combate às Queimadas e Incêndios, formado por meio do Decreto nº 2796, de 30 de junho de 2025. O comitê une diversas secretarias, como Saúde, Educação, Segurança, Urbanismo e Produção Rural, em um esforço conjunto que vai desde a resposta emergencial até o trabalho educativo e logístico.
Com o apoio da Guarda Municipal, as rondas ambientais foram intensificadas. Equipes da Semma percorrem diariamente regiões de preservação, áreas urbanas e até terrenos baldios, onde as queimadas ilegais costumam ocorrer. Esse patrulhamento atua de forma preventiva, identificando possíveis focos e responsabilizando os autores.
Além disso, o Plano de Rondas Ostensivas, conduzido pela equipe de Fiscalização e Mapeamento Ambiental, tem ajudado a coibir atos criminosos relacionados ao fogo. A estratégia inclui o mapeamento de áreas de risco, ação rápida em casos de denúncias e reforço em locais com histórico de queimadas reincidentes.
Educação ambiental leva conhecimento direto às comunidades
Mas não basta só punir. A gestão também apostou em levar conhecimento à população. Rodas de conversa com moradores, ações educativas nas escolas e campanhas online mostram os perigos das queimadas e como evitá-las. A ideia é criar uma cultura de prevenção e responsabilidade coletiva.

Essas iniciativas contam ainda com o apoio técnico do ICMBio, parceiro em ações de conservação e ordenamento de áreas protegidas. O acordo de cooperação entre as entidades permite integrar esforços em defesa da biodiversidade e da qualidade de vida da população local.
Segundo o secretário Victor Braga, o dado mais recente do BDQ Queimadas, que usa o satélite NOA-20, mostra que todo esse empenho está surtindo efeito. Com apenas 26 focos em julho, Parauapebas atinge uma marca histórica. “É o reflexo de um trabalho sério, planejado e coletivo. Ainda temos desafios, mas estamos no caminho certo”, afirma.
Mesmo com erros de percurso e resistências pontuais, a iniciativa mostra que quando há vontade política, engajamento comunitário e boas estratégias, é possível sim proteger o meio ambiente com eficiência. A redução das queimadas em Parauapebas não é apenas um dado estatístico, mas uma prova real de que mudança de atitude funciona.
Com isso, a cidade vira exemplo para outras regiões da Amazônia Legal, provando que o fogo não precisa fazer parte do cotidiano. Parauapebas segue na linha de frente, mostrando que o futuro pode, e deve ser mais verde e menos cinza.
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