Remo: por que naming rights do Baenão é menor que na Série B


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Remo: por que naming rights do Baenão é menor que na Série B

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Naming rights do Baenão: por que contrato vale menos

A renovação do contrato de naming rights do Baenão, estádio do Clube do Remo, reacendeu o debate sobre o valor desse tipo de acordo no futebol brasileiro. Firmado entre o Banpará e a Associação Projetos O Retorno do Rei ao Baenão, o contrato prevê investimento de R$ 1,5 milhão por 12 meses, com possibilidade de renovação. O valor é inferior aos contratos recentes de clubes da Série B porque o estádio não concentra todas as partidas do Remo e possui menor potencial de exploração comercial.

Contrato prioriza exposição da marca

Diferentemente de outros acordos firmados no futebol brasileiro, o contrato da Arena Banpará Baenão é voltado principalmente para ações de marketing e relacionamento.

Entre as contrapartidas previstas estão:

  • manutenção da marca Arena Banpará Baenão;
  • letreiro na fachada do estádio;
  • exposição da marca nas listas oficiais de jogadores;
  • inserções na RemoTV;
  • produção de conteúdo institucional;
  • espaço lounge em eventos;
  • campanhas de e-mail marketing para sócios;
  • fornecimento mensal de camisas oficiais;
  • ingressos para ações promocionais.

O contrato não estabelece investimentos obrigatórios em obras, modernização da estrutura, exploração comercial da arena ou metas esportivas que aumentem a remuneração do patrocinador.

Exploração comercial explica diferença financeira

O principal fator que reduz o valor do contrato é a utilização do Baenão ao longo da temporada.

Embora seja a casa histórica do Remo, partidas de maior público continuam sendo disputadas no Mangueirão. Isso limita a frequência de uso do estádio e reduz as oportunidades de exploração comercial, como realização de eventos, ativações de marca e experiências para patrocinadores.

Na prática, o Banpará ganha visibilidade institucional, mas não recebe um pacote amplo de exploração econômica da arena.

Náutico investe em estrutura e metas esportivas

O modelo adotado pelo Náutico é bastante diferente.

O clube pernambucano assinou contrato de duas temporadas com a Esportes da Sorte, no valor de R$ 9,6 milhões, podendo chegar a R$ 12,5 milhões caso metas esportivas sejam atingidas.

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Além dos direitos de nome do estádio, o patrocinador financia melhorias importantes, como a substituição completa da iluminação por LED, exigida pela CBF para competições nacionais, além de participar da modernização do complexo esportivo.

Goiás negocia um dos maiores contratos do país

O Goiás possui uma das negociações mais robustas entre os clubes brasileiros.

A proposta prevê contrato de três anos, com remuneração variável:

  • R$ 30 milhões por temporada na Série A;
  • R$ 15 milhões por temporada na Série B.

Se todas as condições forem cumpridas, o acordo poderá alcançar R$ 90 milhões, incluindo diversas ativações comerciais ligadas ao estádio Serrinha.

Athletic e Botafogo-SP apostam em contratos de longo prazo

Outros clubes da Série B também estruturaram contratos voltados para o desenvolvimento de seus estádios.

O Athletic transformou o Estádio Joaquim Portugal em Arena Sicredi por meio de um contrato de quatro anos, acompanhado de investimentos para ampliar significativamente a capacidade da arena.

Já o Botafogo-SP renovou os direitos de nome do estádio, agora chamado Arena Nicnet. O contrato, estimado em aproximadamente R$ 6 milhões por cinco anos, envolve uma arena multiuso com camarotes, bares, estacionamento, suítes e espaços para eventos corporativos.

Modelos refletem realidades diferentes

A comparação mostra que o valor de um contrato de naming rights vai muito além do tamanho da torcida ou da tradição do clube.

Enquanto Náutico, Goiás, Athletic e Botafogo-SP negociam contratos que incluem exploração comercial contínua, investimentos em infraestrutura e utilização integral das arenas, o acordo do Remo prioriza ações institucionais e de relacionamento com os torcedores.

Essa diferença de modelo ajuda a explicar por que o contrato da Arena Banpará Baenão possui valor inferior aos acordos firmados por outros clubes da Série B.

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O que define o valor de um contrato de naming rights?

Especialistas em marketing esportivo apontam que a precificação desse tipo de contrato costuma considerar fatores como:

  • frequência de utilização do estádio;
  • capacidade de público;
  • potencial para eventos além do futebol;
  • exposição da marca em transmissões e mídia;
  • duração do contrato;
  • investimentos em infraestrutura;
  • metas esportivas e comerciais.

No caso do Baenão, a realização de parte dos jogos do Remo no Mangueirão reduz o potencial de retorno comercial para o patrocinador, justificando um investimento menor em comparação com arenas utilizadas de forma permanente por outros clubes brasileiros.

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