Rússia e Ucrânia libertam 146 prisioneiros cada lado


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Rússia e Ucrânia libertam 146 prisioneiros cada lado

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Rússia e Ucrânia realizaram neste domingo uma nova troca de prisioneiros de guerra, resultado de uma mediação conduzida pelos Emirados Árabes Unidos. Ao todo, 146 pessoas de cada lado foram libertadas, em mais um capítulo de negociações que mostram a complexidade do conflito iniciado em 2022.

De acordo com o Ministério da Defesa russo, todos os prisioneiros russos libertados foram levados à Belarus, onde recebem assistência médica e psicológica após longos períodos de cativeiro. A Ucrânia, por sua vez, também devolveu a Moscou oito cidadãos russos que viviam na região de Kursk.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou a troca em publicação no Telegram, mas não divulgou números. Ele compartilhou imagens emocionantes de repatriados sorridentes, destacando que a maioria estava em cativeiro desde o primeiro ano da invasão.

Rússia e Ucrânia e o papel dos Emirados Árabes

A mediação dos Emirados Árabes Unidos foi fundamental para viabilizar o acordo. Zelensky fez questão de agradecer o papel desempenhado pelo país no processo de supervisão. Segundo ele, as trocas só se tornam possíveis porque as Forças Armadas ucranianas seguem capturando militares russos, fortalecendo o chamado “fundo de troca”.

Rússia e Ucrânia libertam 146 prisioneiros cada lado

Entre os libertados, estava o jornalista Dmytro Khyliuk, sequestrado em março de 2022, na região de Kyiv. Sua libertação ganhou destaque por simbolizar a resistência da imprensa ucraniana diante da guerra e a importância da pressão internacional por direitos humanos.

Ex-prefeito de Kherson entre os libertados

Outro nome de peso incluído na troca foi o do ex-prefeito de Kherson, Volodymyr Mykolaienko, sequestrado em abril de 2022, um mês após a ocupação russa na cidade do sul do país.

Inicialmente, ele foi mantido em Kherson, mas meses depois foi transferido para uma colônia penal em território russo. O ex-prefeito se recusou a participar de uma troca ainda em 2022, preferindo ceder seu lugar a um prisioneiro de guerra ucraniano gravemente doente. Desde então, havia sido retirado das listas russas de negociação.

Sua libertação neste domingo foi recebida como um gesto simbólico e de grande valor político, já que Mykolaienko se tornou uma figura de resistência para os moradores de Kherson, cidade que sofreu intensamente com os primeiros meses da invasão.

Significado da troca

Embora não represente uma mudança estrutural no conflito, a troca de prisioneiros entre Rússia e Ucrânia demonstra que ainda existem espaços de diálogo em meio à guerra. Ao mesmo tempo, reforça a importância da atuação de mediadores internacionais como os Emirados Árabes, que buscam reduzir o impacto humanitário da guerra.

Para Kiev, a libertação de civis e militares é um reforço moral importante, já que muitos estavam em cativeiro desde os primeiros meses da invasão. Para Moscou, recuperar seus soldados e cidadãos também é vital para manter a coesão interna diante das pressões da guerra prolongada.


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