Salário mínimo: Armínio Fraga propõe congelamento


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Salário mínimo: Armínio Fraga propõe congelamento

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Fraga defende congelamento do salário mínimo por seis anos

O economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e sócio-fundador da Gávea Investimentos, voltou a defender uma medida polêmica: o congelamento do salário mínimo por um período de seis anos. A proposta visa ajustar o valor apenas pela inflação acumulada, sem ganhos reais. Fraga sustenta que a medida é essencial para conter o avanço das despesas públicas e reequilibrar as contas do país.

A declaração mais recente foi feita em entrevista ao jornal O Globo, na qual o economista reiterou que os gastos com a folha de pagamentos e previdência consomem cerca de 80% do orçamento federal. Para ele, o Brasil enfrenta uma situação fiscal insustentável, que exige um corte de despesas expressivo, inclusive no salário mínimo, para evitar uma crise mais severa.

Ajuste fiscal como prioridade nacional

Armínio Fraga calcula que, ao final de seis anos, a proposta geraria uma economia equivalente a 1 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB). Ainda assim, ele argumenta que o país precisa economizar ao menos 3 p.p. do PIB para estabilizar a dívida pública. Com juros reais básicos em torno de 7% ao ano, Fraga alerta que a negligência fiscal impede o crescimento sustentável e desestimula investimentos produtivos.

Em suas palavras, o Brasil “paga juros enormes há 30 anos”, e a falta de prioridades orçamentárias trava o desenvolvimento nacional. Como alternativa ao congelamento do salário mínimo, ele menciona o corte de benefícios tributários e subsídios do BNDES, que representam até 7% do PIB. No entanto, reconhece que tais medidas enfrentam forte resistência política, por atingirem interesses de grupos economicamente influentes.

Críticas e defesa da proposta

Desde que tornou pública sua proposta, Fraga tem sido alvo de críticas, especialmente por supostamente penalizar a população mais pobre. Em resposta, ele afirma que, a médio e longo prazo, a medida será “espetacular para os pobres”, pois ajudaria a derrubar os juros e atrair mais investimentos. Segundo ele, o populismo fiscal já demonstrou seus limites, como evidenciado durante o governo Dilma Rousseff, e não deve mais ser repetido.

Fraga também defende que o Brasil retome a discussão sobre uma nova reforma da previdência. Ele cita como exemplo o ajuste promovido pelo presidente argentino Javier Milei, embora ressalte que foi executado de maneira “tosca”. Por fim, o economista se posiciona contra cortes em áreas essenciais, como saúde e educação, mas insiste na necessidade de rever a previdência e os incentivos tributários, alvos com maior impacto fiscal.


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