Tensões Aumentam: Trump Diz que Pode Fazer “o que Quiser” com Cuba em Meio a Crise e Diálogo


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O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou sua retórica contra Cuba ao declarar que espera ter a "honra" de tomar o país caribenho. Suas falas, marcadas por um tom assertivo, ocorrem em um momento em que Estados Unidos e Cuba tentam, ao menos formalmente, melhorar suas relações bilaterais.

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As declarações de Trump são notáveis por sua afirmação de que "posso fazer o que quiser" com a nação insular. Essa postura surge em meio a uma profunda crise econômica em Cuba, exacerbada por sanções e bloqueios por parte dos EUA.

Retórica Agressiva e Diálogo Tênue

Em coletiva de imprensa, Trump expressou abertamente seu desejo. "Acredito que terei a honra de tomar Cuba. Essa é uma grande honra. Tomar Cuba de alguma forma", disse ele, indicando uma visão de intervenção sobre a soberania cubana.

Ele reiterou sua posição ao afirmar: "Quero dizer, se eu a libero, se eu a tomo. Acho que posso fazer o que quiser com ela. Vocês querem saber a verdade". Essas falas foram proferidas em um evento no Salão Oval, amplificando o alcance de sua mensagem.

Apesar da retórica incisiva, EUA e Cuba iniciaram conversações. O objetivo é superar um longo histórico de relações adversas, que se acentuaram ao longo dos 67 anos desde a Revolução Cubana, liderada por Fidel Castro.

Esses diálogos, no entanto, são permeados por desconfiança mútua e expectativas divergentes, especialmente diante de declarações tão contundentes como as de Trump.

O Bloqueio Econômico e a Crise Cubana

A ilha cubana enfrenta uma crise econômica sem precedentes. Parte significativa dessa situação é atribuída ao bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos, que visa pressionar o governo cubano.

Cuba informa que não recebe carregamentos de petróleo há três meses, o que resultou em um severo racionamento de energia. O país tem experimentado interrupções prolongadas no fornecimento elétrico, afetando a rotina de milhões de pessoas.

A escassez de combustível paralisou grande parte da economia cubana. Transportes, indústrias e serviços essenciais operam com dificuldade, impactando diretamente a qualidade de vida da população.

Recentemente, a rede elétrica de Cuba colapsou completamente, deixando os cerca de 10 milhões de habitantes sem energia por 16 horas. Este blecaute nacional evidenciou a vulnerabilidade da infraestrutura cubana frente às pressões externas.

Impacto no Cotidiano Cubano

Cidadãos em Havana relatam um cotidiano de desafios crescentes. A falta de recursos básicos e a instabilidade no fornecimento de energia criam um cenário de dificuldade, com muitos descrevendo a situação como "o pior momento que já vivemos".

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A vida em Cuba tem sido marcada pela adaptação constante, desde a busca por formas alternativas de transporte até a organização familiar em torno dos horários de corte de energia. A resiliência da população é testada diariamente.

Exigências dos EUA e a Posição de Cuba

Após as falas de Trump, o New York Times noticiou que a destituição do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, seria um dos principais objetivos dos EUA nas negociações bilaterais. A reportagem, citando fontes próximas às conversações, indica que os norte-americanos teriam sinalizado essa exigência.

A estratégia dos EUA, segundo o jornal, seria deixar os próximos passos para a saída de Díaz-Canel a cargo dos próprios cubanos, evitando uma intervenção direta imediata.

Tradicionalmente, Cuba rejeita veementemente qualquer interferência em seus assuntos internos, considerando propostas desse tipo um obstáculo intransponível para qualquer acordo diplomático.

Miguel Díaz-Canel, que assumiu a presidência em 2018, sucedendo Fidel e Raúl Castro, declarou que as negociações com os Estados Unidos devem ocorrer "sob princípios de igualdade e respeito pelos sistemas políticos de ambos os países, soberania e autodeterminação".

Histórico de Tensões e Limites Legais

Trump já havia sinalizado Cuba como "a próxima" em sua política externa, após ações contra o então presidente venezuelano Nicolás Maduro e ataques contra o Irã. Essa escalada de pressão incluiu a interrupção das remessas de petróleo venezuelano para Cuba e ameaças de tarifas a qualquer país que comercializasse petróleo com a ilha.

Embora diversos presidentes dos EUA ao longo das décadas tenham se oposto ao governo comunista de Cuba e criticado seu histórico de direitos humanos, Washington honrou historicamente a promessa de não invadir a ilha ou apoiar uma invasão.

Esse compromisso foi um pilar do acordo com a União Soviética que pôs fim à Crise dos Mísseis de 1962, estabelecendo um limite claro para as ações militares americanas em relação a Cuba.

A Casa Branca ainda não detalhou a base legal para qualquer possível intervenção militar em Cuba, levantando questões sobre a conformidade de tais ações com o direito internacional e acordos históricos.

A comunidade internacional observa com atenção o desenvolvimento das relações entre os dois países. A tensão na política externa e a crise econômica cubana se tornam pautas centrais no cenário geopolítico.

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Mesmo em meio à retórica agressiva, os canais de diálogo permanecem abertos, indicando a complexidade das relações e a busca por um caminho, ainda que tortuoso, entre Washington e Havana.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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