Vigilância Sanitária do RJ Alerta Consumidores sobre Compra Segura de Pescado na Semana Santa
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A Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) intensifica suas orientações aos consumidores. O foco principal é a compra segura de pescado e frutos do mar, especialmente neste período que antecede a Semana Santa, onde o consumo desses itens aumenta significativamente.
A medida visa garantir a saúde pública e prevenir intoxicações alimentares. Com a proximidade do feriado religioso, a procura por peixes e frutos do mar cresce, tornando essencial que o consumidor esteja atento à qualidade dos produtos.
Escolher corretamente o pescado é crucial para evitar riscos à saúde e desfrutar das refeições típicas da época com tranquilidade. As recomendações abrangem desde a observação das condições de higiene nos pontos de venda até a verificação das características do produto.
A VS-RJ destaca que a atenção deve ser redobrada, seja na peixaria, no supermercado ou em feiras livres, locais onde o volume de vendas de peixe cresce exponencialmente.
Dicas Essenciais para Escolher o Pescado Fresco
Ao comprar peixe fresco, o consumidor deve observar alguns pontos fundamentais. Os olhos devem ser brilhantes e salientes, com as pupilas pretas e as córneas transparentes. Olhos opacos ou fundos são indicativos de que o peixe não está fresco.
As guelras, localizadas na parte de trás da cabeça do peixe, precisam apresentar uma coloração vermelho-brilhante e estar livres de muco. Guelras pálidas, acinzentadas ou com muito muco são sinais de deterioração.
A pele do peixe deve ser brilhante e úmida, com escamas bem aderidas e de difícil remoção. Um peixe com escamas soltas ou pele opaca e seca pode não estar em boas condições.
O cheiro é um indicador vital. O pescado fresco tem um odor suave e característico de maresia ou rio, nunca forte, azedo ou amoniacal. Qualquer cheiro desagradável é um sinal de alerta para o consumidor.
Atenção aos Detalhes Visuais e Táteis
A carne do peixe fresco deve ser firme, elástica e resistente à pressão dos dedos. Ao apertar, a marca do dedo deve desaparecer rapidamente. Se a carne estiver flácida ou mole, o produto está comprometido.
Verifique também o ventre do peixe. Ele deve estar íntegro e sem inchaços. Cortes ou rupturas no ventre podem indicar manuseio inadequado ou deterioração interna.
Pescado Congelado: Cuidados Indispensáveis
Para quem opta pelo pescado congelado, a atenção deve ser direcionada à embalagem. Ela precisa estar em perfeito estado, sem rasgos, amassados ou sinais de descongelamento e recongelamento, como a presença de blocos de gelo soltos dentro do pacote.
A data de validade é um item inegociável. Sempre confira o prazo de consumo e as instruções de armazenamento na embalagem. Produtos vencidos representam um grave risco à saúde.
O congelador onde o produto está exposto deve operar em temperatura adequada, geralmente abaixo de -18°C. Acúmulo excessivo de gelo ou embalagens amolecidas são sinais de má conservação.
Descongelamento Seguro
O processo de descongelamento é tão importante quanto a escolha. Nunca descongele o peixe em temperatura ambiente, pois isso favorece a proliferação de bactérias. A forma mais segura é na geladeira, dentro de um recipiente, por várias horas ou de um dia para o outro.
Outras opções incluem o uso de água fria corrente (com o peixe em embalagem vedada) ou no micro-ondas, utilizando a função descongelar. Após o descongelamento, o peixe deve ser preparado e consumido o mais rápido possível e não deve ser recongelado.
Onde Comprar: Escolha o Local Certo
A Vigilância Sanitária do RJ recomenda comprar pescado apenas em estabelecimentos que possuam licença sanitária e que demonstrem boas práticas de higiene. Isso inclui supermercados, peixarias e feiras livres fiscalizadas.
Observe as condições gerais do local. Balcões de exposição refrigerados com gelo limpo e abundante são essenciais para manter a temperatura do peixe. A limpeza do ambiente, dos utensílios e dos manipuladores de alimentos também é um fator crucial.
Verifique a Estrutura do Estabelecimento
Certifique-se de que os vendedores estejam utilizando luvas, toucas e aventais limpos. A manipulação do pescado deve ser feita de forma higiênica, evitando contato cruzado com outros produtos.
Em feiras livres, o peixe deve estar protegido do sol e de insetos, sobre uma camada de gelo. Evite comprar de ambulantes que não ofereçam condições mínimas de higiene e refrigeração.
Frutos do Mar e Outros Produtos: Extenda a Vigilância
As orientações da Vigilância Sanitária se estendem a outros frutos do mar, como camarões, lagostas, ostras e mexilhões. Camarões frescos devem ter a casca translúcida, sem manchas escuras e sem cheiro forte de amônia.
Ostras e mexilhões devem ser vendidos vivos, com as conchas bem fechadas. Se estiverem abertas, um leve toque deve fazê-las fechar. Caso contrário, podem estar mortos e impróprios para consumo.
Transporte e Armazenamento em Casa
Após a compra, o transporte do pescado para casa deve ser rápido, preferencialmente em bolsas térmicas com gelo. O tempo que o produto fica fora da refrigeração deve ser o menor possível para preservar sua qualidade e segurança alimentar.
Em casa, o peixe fresco deve ser guardado na parte mais fria da geladeira, coberto por filme plástico, e consumido em no máximo 24 horas. Se não for consumido nesse período, deve ser limpo, porcionado e congelado para uso posterior.
Para o peixe congelado, mantenha-o no freezer até o momento do preparo, respeitando o prazo de validade indicado na embalagem. A organização na geladeira também evita contaminação cruzada com outros alimentos.
Riscos da Má Qualidade e Sinais de Alerta
O consumo de pescado em mau estado de conservação pode causar sérias intoxicações alimentares. Os sintomas comuns incluem náuseas, vômitos, diarreia, dores abdominais e, em casos mais graves, febre e desidratação.
A prevenção é a melhor forma de evitar esses transtornos, garantindo uma Semana Santa sem imprevistos de saúde relacionados à alimentação. A atenção aos detalhes é fundamental para a segurança do consumidor.
Quando Procurar Ajuda Médica
Se, apesar de todas as precauções, houver suspeita de intoxicação alimentar após o consumo de pescado, procure atendimento médico imediatamente. Informe sobre o alimento consumido e os sintomas para um diagnóstico e tratamento adequados.
A Vigilância Sanitária do SES-RJ reitera a importância de seguir todas essas orientações para que a população possa celebrar a Semana Santa com saúde e segurança, desfrutando de uma alimentação de qualidade.
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Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br


