“16 dias de ativismo” fortalece autoestima da mulher negra


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São 16 dias em que a Semmu realizará atividades em favor da paz e valorização da mulher

Oficina de beleza negra: Estilização de Cabelos e Maquiagem Afro”. Foi com essa atividade que a Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria da Mulher (Semmu), iniciou a celebração do Dia Nacional da Consciência Negra, na manhã dessa terça-feira, 20. O evento que faz parte da programação dos 16 Dias de Ativismo tem o intuito de incentivar o autocuidado e o fortalecimento da autoestima da mulher.

No fim da tarde, movimentos e grupos afros, usuários dos Cras do município, artistas locais e população em geral participaram do “Cortejo Pela Paz: A Morte do Racismo”, que se tratou de uma passeada pela rua F, com saída do Centro de Referência para Mulheres até o Centro de Desenvolvimento Cultural, onde as atividades em alusão ao Dia da Consciência Negra foram encerradas com muita alegria e diversas apresentações.

Grupos e movimentos afros se apresentaram durante o evento

A noite começou emocionante. Teatro musicado, cantos, danças e declamação de poemas foram entoados por grupos como Retumbá, “Sou Negra, Negra e Pronto!”, Juntos e Misturados, Solahium Dance, Cavaleiros de Jorge, Cultura Popular Raízes Parauara, Abadá Capoeira e Raquel Sá e banda. Os usuários dos Centros de Referência de Assistência Social do município deram um espetáculo à parte em suas apresentações culturais.

Entre os que prestigiaram o evento, o secretário de Assistência Social, Jorge Guerreiro, e a adjunta Sueli Guilherme, o representante da Secretaria de Cultura Jadson Vasconcelos e a presidente do Conselho de Direitos da Mulher de Parauapebas, Vanuza Pereira.

16 DIAS DE ATIVISMO

“Cultivar a Paz: Desconstruir Mitos e Preconceitos em Torno da Violência Contra as Mulheres”. Em Parauapebas, a campanha dos 16 Dias de Ativismo de 2018 começou na tarde da segunda-feira, 19, no Instituto Federal do Pará (IFPA). A “Oficina de Empoderamento Feminino: Empoderar Mulheres, Promovendo a Igualdade Pela Paz!” foi a primeira atividade da programação, que segue até dia 7 de dezembro.

O evento incentiva o empoderamento feminino

Representantes das Secretarias de Saúde, Assistência Social e Juventude, Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), escolas estaduais, conselhos da Mulher e de Direitos e Deam realizaram uma roda de conversa para troca de experiências e saberes sobre os temas: Saúde Reprodutiva e Direitos Sexuais, Empoderamento e Eliminação de Todas as Formas de Violência Contra Meninas e Mulheres, Autoestima e Liderança, Educação Financeira e Empreendedorismo.

DEPOIMENTOS

As cabelereiras Milla Menezes, Rafaela Andrade e Karoline Santos participaram da Oficina de Empoderamento Feminino no dia 19 e conduziram a Oficina de Estilização de Cabelos no dia 20. “Acho tão importante esse empoderamento, as mulheres estarem se aceitando, estarem mais donas de si”, comentou  Karoline. “Elas aprenderam não só como cuidar da fibra capilar, como também a se tornarem microempreendedoras nessa área que está tão aquecida no mercado, que é a área da beleza”, ressaltou Milla.

Durante as atividades, foram compartilhadas histórias de superação e motivação. “Esse projeto é muito bom porque está incentivando muitas mulheres. O conselho que eu dou é fazer igual eu fiz: eu ficava dentro de casa, presa, humilhada, sofria racismo na escola, mas chegou um dia que eu falei: acabou! Hoje, a Rafaela Andrade é uma pessoa comunicativa, elegante, gosto de me vestir bem, vou pra igreja, canto”.

Talita Moura e Larissa Carvalho também participaram das duas atividades e aprovaram a iniciativa. “Acredito que a aceitação é o início de tudo. A mulher precisa se aceitar. Entender que ela é linda do jeito que ela é, que ela é importante para a sociedade, sim. A gente precisa falar, se mostrar mais presente, encerrar o preconceito entre as mulheres e caminhar para o rumo certo”, defendeu Larissa. “Eu achei muito bom. Muito informativo e produtivo. Gostei muito. É uma ótima inciativa”, disse Talita.

A secretária da Mulher, Ângela Silva, falou sobre a importância da campanha. “As mulheres, em especial as mulheres negras, precisam entender que elas têm seus valores e não podem abrir mão dos seus direitos. É muito importante a participação efetiva das mulheres nessa e em outras campanhas, bem como seu autoconhecimento e autoaceitação. Essas ações são de extrema importância, para conscientizar a sociedade a dar um basta à violência contra a mulher”.


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