Carlos Monforte morre aos 77: pioneiro da Globo e 1º âncora do BDB
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O jornalista Carlos Monforte faleceu nesta segunda-feira (31), aos 77 anos. Pioneiro do jornalismo da Globo e primeiro âncora do Bom Dia Brasil, Monforte estava em tratamento contra um câncer, conforme informações da emissora. A causa oficial da morte não foi detalhada.
Legado no Jornalismo Brasileiro
Monforte construiu uma carreira marcante de quase quatro décadas na televisão. Ele é reconhecido como um dos pioneiros do modelo de âncora no telejornalismo nacional. Sua trajetória foi essencial na consolidação do formato de apresentador com participação editorial.
Trajetória Profissional
Natural de Santos, no litoral paulista, Carlos Monforte iniciou sua carreira em veículos impressos. Ele colaborou com o jornal A Tribuna e O Estado de S. Paulo antes de ingressar na televisão.
A Chegada à TV Globo
Em 1978, Monforte começou na TV Globo como repórter em São Paulo. Ele utilizava unidades móveis para reportagens diárias, em uma era em que as transmissões ao vivo ainda eram novidade.
O Marco do Bom Dia Brasil
O jornalista ganhou destaque, atuando também como apresentador e editor. Em 1983, Carlos Monforte tornou se o primeiro editor chefe e apresentador do Bom Dia Brasil. Ele exerceu essa função por vários anos, marcando o telejornal matinal.
Ao longo de sua permanência na emissora, que durou mais de 30 anos, Monforte passou por outros programas. Ele esteve no Bom Dia São Paulo, no Jornal da Globo e na GloboNews. Na GloboNews, ele atuou em Brasília e apresentou o Jornal das Dez antes de deixar a casa em 2016.
O Escândalo da Parabólica: Um Marco
Monforte também foi associado a um dos episódios mais célebres da televisão brasileira. Em 1994, uma conversa sua com o então ministro da Fazenda Rubens Ricupero foi captada. O incidente ocorreu durante preparativos para uma entrada ao vivo no Jornal da Globo.
Conhecido como “escândalo da parabólica”, o acontecimento teve grande repercussão política. Apesar do incidente, Monforte manteve uma trajetória respeitada no jornalismo.
Reconhecimento e Últimos Anos
Além da televisão, o jornalista dedicou se à reflexão sobre a profissão. Em 2022, lançou o livro “O Papel do Jornalismo Sem Papel”. A obra aborda as transformações e desafios enfrentados pela imprensa.
Detalhes sobre o velório e o sepultamento ainda não foram informados.
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