Colesterol na infância: Prevenção precoce evita risco cardíaco
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No Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol (sábado, 8), o cardiologista Renato Jorge Alves (SBC) alertou à Agência Brasil. Ele destacou a urgência da prevenção infantil, com exames aos 10 anos e hábitos saudáveis para evitar complicações cardiovasculares.
Por que a prevenção precoce é crucial?
Renato Jorge Alves, vice-presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), reforça a importância da prevenção. Um estudo recomenda a dosagem de colesterol para todas as pessoas aos 10 anos de idade.
“Todo mundo deve fazer um exame preventivo de colesterol, junto com o de glicose”, aconselhou o especialista. Adotar hábitos saudáveis é fundamental para evitar que o colesterol elevado aumente o risco de infarto.
Detectados níveis altos, é essencial procurar acompanhamento médico. O tratamento prescrito deve ser seguido rigorosamente para controlar a condição.
Impacto da Alimentação no Colesterol
A Sociedade Brasileira de Cardiologia associa o colesterol elevado a hábitos de vida. Estes comprometem a saúde do coração e o metabolismo geral do corpo.
Mitos e Verdades sobre Dietas
A “dieta carnívora”, baseada apenas em carne e eliminando vegetais, não é indicada para reduzir o colesterol. Segundo Alves, “isso é uma invenção” e desequilibra a nutrição.
Uma alimentação saudável deve ser equilibrada. Inclui proteínas, carboidratos e gorduras em quantidades adequadas, conforme o especialista.
Dietas apenas com carne são ricas em gordura saturada. Isso eleva o LDL, conhecido como “colesterol ruim”.
Pessoas com colesterol alto devem evitar o consumo excessivo de carne vermelha. Este hábito pode aumentar o LDL, ácido úrico e favorecer placas de gordura nas artérias.
Alimentos a Evitar
Para reduzir o colesterol, priorize alimentação saudável e atividade física. Evite o excesso de gordura saturada, presente em carne vermelha, chocolates e embutidos.
Também fuja da gordura trans, encontrada em ultraprocessados como salgadinhos. Alves alertou: “A pior gordura que tem é essa”.
Estilo de Vida Saudável
Dieta e Exercícios
Mudanças na alimentação podem reduzir o colesterol entre 5% e 10%. Cerca de 70% da substância é produzida pelo próprio organismo.
A prática de atividade física é essencial. Recomenda-se acumular entre 150 e 300 minutos de exercícios por semana para bons resultados.
Sono e Estresse
A qualidade do sono influencia o metabolismo. Dormir mal favorece o aumento do colesterol e dos triglicérides, gordura associada à inflamação das artérias.
“O processo de aterosclerose acontece também pela inflamação”, explicou o cardiologista. O estresse pode elevar a pressão arterial e prejudicar o controle do colesterol.
Tratamento e Combate à Desinformação
Quando Usar Medicamentos
Níveis de colesterol acima de 300 miligramas por decilitro (mg/dL) indicam forte origem genética. Nesses casos, o tratamento medicamentoso é necessário, além das mudanças no estilo de vida.
O uso de estatinas é comum em hipercolesterolemia genética. O paciente não deve interromper o tratamento prescrito pelo médico.
Se a estatina não for suficiente, outros medicamentos podem ser associados. Isso depende do risco cardiovascular de cada paciente.
Atualmente, existem versões genéricas das estatinas. Elas tornam o tratamento mais acessível.
Alerta contra Mitos Online
Alves lamenta a disseminação de informações falsas online. Muitos alegam que colesterol não existe ou que estatinas fazem mal.
“Isso não é verdade. Muitas vezes é marketing pessoal”, avaliou o cardiologista. Ele reforça que a ciência comprova os benefícios das estatinas.
As evidências científicas sobre estatinas são consistentes há mais de três décadas. O primeiro grande estudo foi publicado em 1994, solidificando sua eficácia.
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