Diretora de presídio presa no RJ por desvio de 70 kg de alimentos
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A diretora Graça Maria Silva de Souza foi presa no Rio de Janeiro sob suspeita de peculato. Ela foi flagrada com aproximadamente 70 quilos de alimentos desviados do Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, Zona Norte do RJ.
A ação ocorreu recentemente, resultado de uma investigação que culminou na conversão de sua prisão em flagrante para preventiva. Graça Maria foi exonerada e enfrenta um processo administrativo disciplinar.
Detalhes da Prisão e Acusação
Graça Maria Silva de Souza, de 51 anos, ex-diretora do Instituto Penal Oscar Stevenson, foi detida. Ela é suspeita de desviar os alimentos destinados à unidade prisional feminina.
Os agentes a flagraram com carnes, frango, peixe, linguiça, queijos, frutas, leite, café, óleo e achocolatados, todos no porta-malas de seu veículo. A Justiça do Rio converteu a prisão em flagrante para preventiva, atendendo a um pedido do Ministério Público (MPRJ).
A Investigação e a Abordagem
A investigação teve início após uma denúncia sobre possíveis irregularidades na distribuição de alimentos no presídio. Agentes da Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário (Ssispen) e da Corregedoria da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) passaram a monitorar a ex-diretora.
Esse monitoramento confirmou a retirada indevida dos produtos da unidade prisional. A abordagem ocorreu nas proximidades do Instituto Penal Oscar Stevenson, após informações sobre a movimentação suspeita das mercadorias.
Alimentos Desviados e a Falta de Justificativa
Durante a inspeção do veículo, feita na presença de Graça Maria, os agentes encontraram diversos gêneros alimentícios. Havia carnes para churrasco, frango, peixe, linguiça, frutas, queijos, leite, café e achocolatados.
A quantidade apreendida, estimada em 70 quilos, gerou alerta nas autoridades. Os produtos, pertencentes ao estoque da unidade, deveriam suprir as necessidades das detentas e dos servidores.
Alegação de Doação Não Comprovada
Questionada sobre a origem dos alimentos, a ex-diretora não apresentou notas fiscais nem autorização administrativa. Não existia nenhum documento que justificasse a retirada das mercadorias.
Graça Maria alegou que os produtos não seriam mais consumidos no presídio e que pretendia doá-los a um centro espírita. Contudo, essa justificativa também não foi comprovada por documentos.
Prisão Preventiva por Peculato
Diante das evidências, os agentes a encaminharam à 21ª Delegacia de Polícia, em Bonsucesso. Ela foi autuada em flagrante por peculato, crime que se configura pelo desvio de bens públicos por um funcionário público, previsto no artigo 312 do Código Penal.
A prisão em flagrante de Graça Maria foi convertida em preventiva pela Justiça. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
O MPRJ argumentou que a medida é essencial para garantir a ordem pública. A gravidade dos fatos investigados e a posição de comando da suspeita foram consideradas na decisão.
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